30 de abr de 2014

COLHEITA OBRIGATÓRIA - (Calafrios da Noite) - Cesar Bravo


Cesar Bravo, um autor nacional que nos mostra todo seu talento, em forma de histórias e contos magníficos. Calafrios da Noite, uma obra recheada com os melhores contos de terror que Cesar Bravo nos apresenta de forma espetacular.
Conforme acompanhamos no Blog Casa de Livro, cada personagem, detalhes e histórias do autor, nos arrepiam de forma distinta.
Colheita Obrigatória, um dos últimos contos que compõe a obra, nos causa o mesmo efeito. Contando a história de Carlos, um homem que foi atormentado durante sua vida, por acontecimentos macabros, e que tem a chance de se tornar lenda em uma pacata cidade, purificando-a.
Tudo se inicia com uma briga entre os representantes da lei, que se encontram na cidade. Um padre e um pastor que ali residem e que tentam pregar a palavra de Deus.


Mas eles possuem um passado de terror, muitas coisas erradas fizeram.
O delegado que tenta apaziguar a briga, é ainda mais corrupto e mentiroso. Todos que ali se encontram, tem um passado marcado por mentiras e injustiças.
Carlos recebe um chamado, uma intuição, para se livrar daqueles que ali se encontram, e que mancham a vida da população com suas desgraças, que machucam, maltratam e violentam.
Agora ele tem a chance da vingança.
Carlão irá obedecer à voz em sua cabeça?
Qual será o destino desses homens que tanto erraram?
Mais uma vez Cesar Bravo nos surpreende.
Casa de Livro Recomenda.



Titulo: Colheita Obrigatória – Calafrios da Noite
Autor: Cesar Bravo
Páginas: 208
Ano: 2013

Boa Leitura
Casa de Livro

Karina Belo

Ouvia tambores dentro do meu crânio. Gritos vindos dos confins da África. Meu corpo tremia. Uma luz forte tomou conta dos meus olhos, eu os fechei e ainda via a luz. Foi quando, numa última danação, meu estômago incendiou. Corrosivo. Pior que meu pai me obrigando a comer meio metro de fumo de corda quando me flagrou fumando. Estava sendo derretido de dentro para fora com ferro fundido. Ardia tanto que sufocava. Perdi completamente o ar por alguns segundos, a luz me deixou e tudo ficou escuro. Então ouvi a voz.

..."Faça".

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