1 de ago de 2014

O APOCALIPSE PRIVADO DO TIO GUEGUÊ - (A Menina Sem Palavra) - Mia Couto.


Mais um conto que compõe o livro “A menina Sem Palavra”, onde o talentosíssimo Mia Couto, nos apresenta seus contos mais especiais.
A obra é incrivelmente representada por histórias cheia de vida, mistérios e assuntos diversos.
Cada parte lida nos leva a uma viagem diferente nos faz imaginar momentos distintos.
“O Apocalipse Privado do Tio Gueguê” nos mostra um vida precária, cheia de malandragem.
Um garoto que foi abandonado pelos seus pais. Nada sabe sobre eles, apenas que seu tio Gueguê o pegou para criar, pois o garoto iria morrer na rua.
Os momentos em que passaram juntos foram infernais. O garoto tinha uma vontade absurda de matar o tio.
Ele nada sabia de onde aquele velho conseguia dinheiro, mas o respeitava, pelo fato de ser sustentado pelo mesmo.
Cada dia ali era mais difícil.
Algumas torturas eram constantes. Para o garoto virar um homem “digno”, Tio Gueguê impunha tarefas que o garoto abominava.
Mas tudo piorou quando uma sobrinha do velho, fugida de sua família, bateu na casa dos homens.
O menino ficou loucamente apaixonado por ela.
Tito Gueguê sabia que a garota iria virar a cabeça daquele garoto desmiolado.
Ele deveria levá-la para longe. Ela não poderia mais voltar aquela casa, ela não poderia mais votar a vê-los.
Mas agora Tio Gueguê mexeu com a mulher amada.
O garoto que tudo respeitava, não irá deixar que o velho leve uma parte de si embora.
Ele irá lutar pelo seu amor.
Ele irá lutar pela sua vida.
O que acontecerá com esses jovens apaixonados?
Casa de Livro Recomenda.



Titulo: O Apocalipse Privado do Tio Gueguê - A Menina Sem Palavra
Autor: Mia Couto
Páginas: 160
Ano: 2013
Editora: Boa Companhia

Boa Leitura
Casa de Livro

Karina Belo.


“Nasci de ninguém, fui eu que me engravidei. Meus pais negaram a herança das suas vidas.
Ainda sujo dos sangues me deixaram no mundo. Não me quiseram ver transitando de bicho para menino, ranhando babas, magro. Até na tosse.

O único que tive foi Gueguê, meu tio, foi ele que olhou meu crescimento. Só a ele devo.”

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