18 de mai. de 2022

EMILIA CURRÁS - Fugitiva del tempo - Extractos del libro de poesía

EMILIA CURRÁS

Emilia Currás é uma cientista e uma alma sensível, que vai da filosofia às teorias da ciência da informação mas, ao mesmo tempo, levita nas camadas mais profundas de sua sensibilidade. Inquieta, criativa, aberta à especulação e a fantasia, de sua química (de formação) às abstrações e conceitos. É uma das figuras humanas mais extraordinárias que conheço, na sua capacidade de viver em estado permanente de criação. ANTONIO MIRANDA

“Una poetisa atenta a recoger el momento de su emoción, a no dejarlo pasar o a caer en el olvido. Sus versos, la mayoría cortos, están impregnados de suas más inmediatas vivencias y de sus sentimientos a flor de pluma, a flor de alma.   FINA DE CALDERÓN Faleceu em 31/03/2020 victima do COVID19, en Madrid.

TEXTOS EN ESPAÑOL  /  TEXTOS EM PORTUGUÊS

CURRÁS, Emilia.  Fugitiva del tempo.  2ª. edición. De la autora... de  Fina Calderón. Prefácio de Malik Najajar. Traducción de Rifaat Atfé.  Madrid: Editorial Betania, 2010..   (Colección BETANIA de Poesia)  Texto bilíngue: Español y árabe. 

Extractos del libro de poesía

(Traduções ao Português de Antonio Miranda)

Tú tienes alas de plata

Tú tienes alas de plata,

alas de ensueño,

de ilusión.

¿Me darás alas de bronce?

Calla. Calla.


Tú tienes alas de bronce,

alas de pasión,

de amor sin freno.

¿Me darás alas de bronce?

Cala, cala.


Tú tienes alas de hierro,

alas flertes y seguras,

alas de grandes realidades.

¿Me darás alas de bronce?

Cala, cala.


Tú tienes alas de estaño,

alas de engano,

alas falsas y amargas.

Calla, calla.

No me preguntes tanto.


Tens asas de prata

Tens asas de prata,

asas de sonho.

de ilusão.

Vais me dar asas de prata?

Cala, cala.


Tens asas de bronze,

asas de paixão,

de amor sem freio.

Vais me dar asas de bronze?

Cala, cala.


Tens asas de ferro,

asas fortes e seguras,

asas de grandes realidades.

Vais me dar asas de bronze?

Cala, cala.


Tens asas de estanho,

asas de engano

asas falsas e amargas.

Vais me dar asas de estanho?

Cala, cala.

Não me perguntes tanto.




          Sin estar vivo, vivendo

          Mis manos están vacías,

          mis labios están helados,

          mis pechos están dormidos,

          que ya no hay cariño en mí,

          que ya mi alma se seca..

          Ya no siento.


          Soy como piedra de molinho,

          que gira sin darse al viento.

          Soy como campo de trigo

          segado antes del tiempo.

          Ya no siento.


          ¡Qué triste quedarse así,

          sin estar vivo, vivendo!


 


                    Sem estar vivo vivendo

                    Minhas mãos estão vazias,

                    meus lábios estão gelados,

                    meus seios estão dormidos,

                    que já não há carinho em mim,

                    que já minha alma seca...

                    Já não sinto mais.


                    Sou como pedra de moinho,

                    que gira sem dar-se ao vento.

                    Sou como campo de trigo

                    ceifado antes do tempo.

                    Já não sinto.


                    Que triste ficar assim,

                    sem estar vivo, vivendo!

buena lectura


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Matias, Sidney.