13 de mai de 2013

Carlos Ruiz Zafón - O PRÍNCIPE DA NÉVOA



Lindo, Perfeitamente Lindo.
Impossível começarmos a falar da obra de hoje, sem deixar claro o quão belo pode ser para o leitor.
Carlos Ruiz Zafón tem se mostrado um gênio, quando o assunto é magia e mistério. Em O Príncipe da Névoa, ele consegue novamente nos prender para admirar e conhecer uma história inesquecível.
Em 1943, Max Carver juntamente com sua família, se muda para uma casa no litoral.
O país está em guerra, e seu pai que é relojoeiro e inventor, acredita que uma casa em um vilarejo no litoral, seja uma ótima opção para os negócios e também criar seus três filhos. Max, Alicia e a pequena Irina.
Logo que chegam à nova residência, já sentem a presença de algo desconhecido.
A casa esta cercada de mistérios, e Max esta louco para desvendá-los.
Os Carver’s se sentem cada vez mais ansiosos.
Max sente a presença estranha, ele sente como se estivesse ao seu lado.
Irina escuta vozes que sussurram para ela de um velho armário.
Alicia tem sonhos perturbadores.
Mas é quando Max descobre um jardim abandonado, que contém uma estranha estátua e símbolos desconhecidos, que a nossa aventura começa.

Os irmãos Max e Alicia fazem um amigo na cidade, um amigo especial. Roland, garoto adorável que mostra toda a cidade aos irmãos. Uma amizade verdadeira entre os garotos, e um amor puro e sincero entre Alicia e Roland.
Depois de um dia inesquecível ao lado de Roland, quando chegam a casa, os irmãos descobrem que Irina sofreu um terrível acidente e esta no hospital!
Esse fato acaba unindo ainda mais os amigos, que passam a explorar o fundo do mar.
Roland que já conhecia os mistérios do mar, mostra aos amigos destroços de um navio, o Orpheus, que naufragou a vinte e cinco anos atrás. Roland diz que é acostumado a descer até o navio, ele gosta de retirar coisas antigas do navio para aproveitar em sua cabana e diz também que seu avô foi o único sobrevivente.
Victor Kray foi à única pessoa que sobreviveu ao naufrágio, mas ele não ficou feliz. Passou a vida inteira com medo, vigiando aquelas águas.
Mas por quê?
O que o Orpheus significa para o velho Kray?
Max não acredita na história que o velho conta para seu neto, alias o próprio Roland sabe que não é verdade.
O que Víctor Kray esconde?
É quando a vida dos três amigos fica ameaçada, Max decide agir e confrontar o avô de Roland.
E o garoto consegue sim, ele descobre toda a verdade.
Roland na verdade se chama Jacob. Filho único de um grande amigo de Víctor Kray.
Na época da universidade eles e Eva, eram inseparáveis, mas dois eram apaixonados por ela, os dois amavam a mesma mulher.
Um pacto demoníaco selou o destino desses rapazes.
Mister Cain, um mago conhecido como O Príncipe da Névoa, atendia aos pedidos, mas ele cobra um preço muito, muito caro.
Não importa quanto tempo passe, ele sempre volta para cobrar as suas dívidas. 
                                       
Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem o primeiro amor. O Príncipe da Névoa planeja a sua vingança. Ele veio buscar o que lhe pertence, e não importa quantas pessoas a mais ele precise derrubar pra ter o que deseja.
Qual é a verdadeira história do navio Orpheus?
O que o Príncipe da Névoa deseja? O que ele realmente deseja?
Qual é a relação com os Carver?
Nessa obra Zafón mistura generosamente amores adolescentes, pactos demoníacos, lobos do mar, palhaços assustadores e destroços mal assombrados, de uma maneira que só ele sabe fazer.
Casa de Livro Recomenda!  



Quando não se paga um empréstimo, é preciso pagar os juros. Mas isso não anula a dívida. É a minha lei.

                            

Titulo: O Príncipe da Névoa
Titulo Original: El Príncipe de la Niebla
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Ano: 1993
Páginas: 180
Editora: Suma de Letras

Boa Leitura.

Casa de Livro Blog.

Karina Belo.




Finalmente a câmera se dirigiu para o centro da estrela traçada no chão do jardim de estátuas. Na contraluz a imagem revelou a silhueta do palhaço sorridente, para o qual convergiam todas as outras estátuas. Max observou detidamente as feições daquele rosto e sentiu de novo o mesmo calafrio que tinha percorrido seu corpo quando ficou frente a frente com ele.

 

- Naquela mesma noite resolvi me afastar para sempre daquele indivíduo e tentar apagar de minha mente todos os pensamentos que se referissem a ele. Mas não era fácil. Fosse quem fosse o Mister Cain tinha a rara habilidade de grudar na pessoa como fazem aquelas farpas que, quanto mais você tenta tirar, mais afundam na pele.
                         

A criatura de àgua se retorceu e o rosto fantasmagórico que tinha visto em sonhos, o semblante do palhaço, se virou para ele. O palhaço abriu a bocarra pontilhada de presas longas e afiadas como facas de açougueiro e seus olhos cresceram até o tamanho de um pires de chá. Roland sentiu que o ar lhe faltava.

                       

Alicia aspirou o ar de seus lábios e apertou com força as mãos de Roland, unida a ele por aquele beijo de salvação. Roland pousou sobre ela um olhar desesperado de adeus e empurrou-a contra a sua vontade para fora da ponte onde Alicia começou vagarosamente a subida para a superfície.
Aquela foi a última vez que viu Roland.


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