29 de nov de 2013

DEMÔNIOS NÃO CHORAM – (Samuel Cardeal)



Primeiramente, nós da Casa de Livro, agradecemos ao autor Samuel Cardeal, por ter nos presenteado com um exemplar digital de sua obra.
Nossos mais sinceros e carinhosos cumprimentos, e parabéns pelo espetacular trabalho que desenvolveu nesse livro.
Demônios não Choram é um livro de ficção com terror, daqueles que nos prendem do começo ao fim. Com elementos místicos e um enredo de tirar o fôlego, e quando for devidamente reconhecido, certamente será um sucesso de vendas, esperamos que isso aconteça logo.
Um mundo devastado, uma profecia a ser cumprida.
Ezequiel é um rapaz que sempre passou por dificuldades, sozinho em um mundo completamente perdido e tomado pelo mal, ele segue caçando demônios e se escondendo nos mais terríveis e inóspitos lugares, para preservar sua vida.
Durante os dias em que passa vagando e combatendo o mal, ele conhece diversas pessoas com o mesmo objetivo, pessoas que passam a fazer parte de sua vida, de sua história e que terão um momento triunfal ao seu lado.
Mas sua vida muda radicalmente quando ele encontra um garoto perdido, Elias.

Abrigando o rapaz e seguindo ao seu lado em busca do pai perdido, ele vê um reflexo do que poderia ter sido a sua vida.
Mas por reconhecimento e amor, Elias o tem como irmão, e quando encontra sua família, Ezequiel logo passa a fazer parte dela. 
Porém uma tragédia alcançara esses irmãos, atingindo uma vida, que mesmo com todas as dificuldades, eram boas, e irá destruir uma amizade.
Ezequiel volta a fazer seu papel de caçador de demônios, agora sozinho. Mas ele quer vingança pelo o que ocorreu, e irá até o fim para obter.
Lúcifer esta na Terra, comandando um trio violento e demoníaco, que juntamente de Adolf, um cadáver possuído, mata todos os sobreviventes e roubam suas almas para o poder supremo do Infernal.
A única pessoa capaz de combatê-lo seria Ezequiel.
Onde em um reencontro impressionante com Elias, juntamente com alguns amigos, tentam buscar a liberdade dos humanos, e assim combater as trevas.
Mas nada é assim tão fácil. Ezequiel passa pelas piores torturas que um humano poderia suportar.
Ele se vê diante de uma verdade, que preferia não conhecer.
Ele descobre o tipo de sangue que corre em suas veias.
Demônios não choram, uma batalha alucinante entre o bem e o mal, onde um guerreiro dividido será obrigado a fazer uma escolha.
Samuel Cardeal escreveu com uma habilidade espetacular, e soube usar sabiamente o território brasileiro, fatos reais, e uma ficção que nos fazer delirar.
Terror na medida certa, que nos deixa alerta a qualquer barulho, mas com uma história tão bonita, que nos faz sorrir.
Tome cuidado, pois, O Inferno está vazio e todos os demônios estão aqui.
Casa de Livro Recomenda.




Titulo: Demônios Não Choram
Autor: Samuel Cardeal
Ano: 2013
Páginas: 360

Boa Leitura.

Casa de Livro.



Karina Belo




Nas sacolas, Ezequiel não levava roupas, nem comida, nem mesmo água, somente armas. Todas as armas que pôde carregar e o caderno de anotações de Josué, algo como um diário de bordo com informações de todas as entidades com as quais ele já lutou e os métodos usados para eliminá-las.





Alfredo tentou conter o sangramento com um lenço que apanhara no bolso de Don Giovanni, mas o líquido avermelhado brotava como uma cascata. Antônio dividia sua atenção entre o embate e o pai estirado no solo. Aproveitando a distração do sujeito, Elisa atirou a segunda adaga. O golpe da arma atingiu o homem na mão direita, impedindo-o de disparar sua arma. Um segundo lançamento alcançou seu ombro esquerdo, antes que pudesse trocar a arma de lado. Alfredo notou a vulnerabilidade do irmão, e sacou uma pistola do coldre sob o paletó e cobriu a volta de Antônio.




Ezequiel fitou demoradamente Elias e contemplou uma nuvem de paz e tranquilidade na qual o homem estava envolto. Da última vez que conversaram, as circunstâncias os levaram a uma situação em demasia extrema. No último encontro, anos atrás, derramaram o sangue um do outro, vértebras se fraturaram e se magoaram mutuamente. Ezequiel esperava do irmão, no mínimo, uma boa dose de hostilidade. Mas aquela tranquilidade, aquele semblante amigável, era tudo inacreditável. O caçador fora pego de surpresa, e se calou, até encontrar as palavras que pensou serem as adequadas.




Eu estava lá, não estava? Achei melhor que não soubesse a verdade, para sua segurança. Sabia que mais cedo ou mais tarde iriam te caçar. Sabíamos da profecia, e achávamos que você era o único que poderia deter Lúcifer, mas fomos todos enganados, o plano dele era esse desde o início. A chave para o ritual foi guardada sabe-se lá quanto tempo no sangue de Lilith e, por consequência, no seu sangue.



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