15 de ago de 2014

AS BALEIAS DE QUISSICO - (A Menina Sem Palavra) - Mia Couto.


Mais uma história contada por Mia Couto, que compõe o livro “A Menina Sem Palavra”. O conto de hoje, nos mostra um sentimento que pode mover barreiras, a fé.
Um mundo, uma humanidade sem fé, em qualquer coisa ou assunto, seria sem vida. Sem crença, sem luta.
“As Baleias de Quissico” nos explica exatamente isso.
Bento era um homem simples, do interior de Portugal, que viu sua família, seus amigos, e todas as pessoas que moravam ali nos arredores, morrerem de fome.
Nada podia ser feito. A crise estava afetando a cada ser humano ali existente.
Comida era luxo.
Comida era vida, que precisava de luta para mantê-la.
Mas Bento escutou boatos, de que todas as noites, na calada da madrugada, uma baleia aparecia.
Era como um supermercado ambulante. Ela trazia tudo dentro de si.
Abria a boca e ali estava tudo o que precisavam.
Seria verdade que um animal poderia ajudá-los?
Bento foi chamado de louco, todos acharam que ele estava doido. Como uma Baleia poderia ser um armazém?
Mas Bento não desistiu do seu objetivo, viajou para o litoral a fim de encontrar a tal baleia.
De mostrar que estava dizendo a verdade.
De provar que acreditava que poderia salvar as pessoas que estavam sofrendo com a fome.
E claro, para conseguir um dinheiro, vendendo algumas coisas que poderia encontrar dentro da baleia.
Durante sua peregrinação muito aprendeu. Curiosidades que ele não poderia imaginar que existia.
Mas o tempo foi passando, as noites silenciosas e frias se acabando.
Bento estava desacreditado. Porém sua fé mantinha-se intacta.
Qual será o desfecho dessa história?
Bento conseguirá encontrar a Baleia?
Ela aparecerá para esse homem que tanto a venera?
Mia Couto mais uma vez consegue expor sentimentos únicos, através de palavras magníficas.
Casa de Livro Recomenda.



Titulo: As Baleias de Quissico - A Menina Sem Palavra
Autor: Mia Couto
Páginas: 160
Ano: 2013
Editora: Boa Companhia

Boa Leitura
Casa de Livro

Karina Belo.





As pessoas não conhecem o nome. Foi um jornalista que disse essa coisa de baleia, não-baleia. Só sabemos que é um peixe grande, cujo esse peixe vem pousar na praia. Vem da parte da noite. Abre a boca e, chiii, se você visse lá dentro... Está cheio das coisas. Olha, parece armazém, mas não desses de agora, armazém de antigamente. Juro é sério.

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