21 de nov de 2014

O NOME GORDO DE ISIDORANGELA - (A Menina Sem Palavra) - Mia Couto.


Logo chegaremos ao fim do livro “A Menina Sem Palavras”. Que obra encantadora, não?
Cada conto que o compõe nos faz viajar por momentos e vidas diferentes.
Faz-nos refletir, se encantar e desejar fatos diversos.
“O Nome Gordo de Isidorangela”, o conto que iremos comentar hoje, nos mostra os absurdos e abusos contra uma garota obesa.
Isidorangela é filha do prefeito da cidade, menina encantadora, tímida e obesa.
Totalmente apaixonada por doces, vivia com um algodão doce nas mãos.
Era sempre motivo de chacota, com os garotos da cidade. As meninas riam dela e sempre a deixavam de lado.
As brincadeiras eram sempre pelas costas da gordinha, pois por ser filha do prefeito, ninguém queria deixá-la triste.
Como se ela já não estivesse, como se não sentisse toda aquela onda de preconceito bobo e injustificável contra si.
Porém um dos homens da cidade era apaixonado pelo pai de Isidorangela. Digo apaixonado, pois era apenas o prefeito que era idolatrado por aquele homem. Em sua casa, sua esposa e seu filho não aguentavam mais ouvir falar daquele homem.
Sua mulher estava cada dia mais irritada, mais enciumada. Ela poderia matar facilmente aquele prefeito.
Mas será que era com o prefeito que a velha senhora deveria se preocupar?
Certo dia o homem chegou à casa alvoroçado.
Fez seu filho tomar banho, pentear o cabelo. Colocar roupa e sapato novos.
Eles iriam até a casa do prefeito.
E o garoto deveria ser galante com Isidorangela.
Foi então que tudo veio à tona.
A verdade que seu pai escondia.
Os verdadeiros motivos de tanto “puxar o saco” do prefeito.
Qual o segredo que o homem esconde?
Porque usar seu único filho de tal forma?
Uma história linda, que todos precisam conhecer.
Casa de Livro Recomenda.


Titulo: O Nome Gordo de Isidorangela  - A Menina Sem Palavra.
Autor: Mia Couto
Páginas: 160
Ano: 2013
Editora: Boa Companhia

Boa Leitura
Casa de Livro

Karina Belo.

 


A gula venceu-me e, língua em ristem desmanchou aquele castelo de doçura enquanto arrastava a volumosa criatura pelo soalho encerado. Acreditando que a queria a ela, Isidorangela fechou os olhos e se inclinou disposta e disponível. Meu pavor era ela escorregar e desabar, em desamparo, sobre mim. Fui rodando pelo salão, entre a agonia dos pés e o deleite dos açúcares desfazendo-se-me na boca.

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