30 de set de 2015

AGONIADO – DELIRIUM – Carlos Patricio.


Delirium é uma obra fantástica.
Carlos Patricio já deixou provado seu talento.
Obra composta por oito contos, que estamos resenhando individualmente.
O conto de hoje “Agoniado” nos apresenta uma doença típica da nossa sociedade atual.
Julio é um jovem rapaz de vinte e oito anos.
Com uma bela vida pela frente, que vários objetivos a ser conquistado.
Mas sofria de uma terrível ansiedade. Uma doença que lhe rouba o sono e a vontade de viver.
Julio já tentou de tudo.
Acupuntura, terapias, até os melhores especialistas da região. Mas nada poderia ajudá-lo a melhorar.
Suas noites eram sempre uma tortura. Acordava banhado em suor, com os pesadelos atormentando a todo instante.
Seu cérebro nas desligava.
Seu coração disparava a todo instante.


Sua respiração era fraca.
Como ele poderia sobreviver assim?
A única coisa que lhe dava o mínimo alívio era o cigarro. Quando tragava aquela substância que lhe tira a vida lentamente, sentia-se vivo, calmo.
Mas naquele dia não foi trabalhar. Correr e fumar não melhorou em nada o que estava sentindo, aquela confusão em seu peito, uma perturbação mental.
Ele deveria procurar ajuda novamente, entender o que se passava com sua vida, precisava encontrar o seu verdadeiro eu.
Em sua casa uma arma carregada lhe esperava.
Já estava cansado dos seus dias, das suas lutas.
Irá se prender ao último fio de esperança que ainda lhe resta?
Ou sucumbirá a essa agonia que lhe mata a cada dia?
Um conto surpreendente que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.


Acordei. Fora mais uma noite instável: cheia de sonhos.
Sonhos que não podem ser classificados como pesadelos, mas que também não são bons, pois, para mim, sonhos bons não existem. Para mim, uma boa noite de sono é aquela serena e limpa, vazia de pensamentos.

Titulo: Agoniado – Delirium
Autor: Carlos Patricio.
Ano: 2014
Páginas: 228

Boa Leitura.
Casa de Livro.
Karina Belo.


Não apenas o prédio parece ter ouvido o desabafo poderoso de minha garganta, mas também todos os que estão lá embaixo na calçada, pois, neste momento, vários bonecos olham espantados para cima. Respiro devagar e deito no sofá. O coração teima em pular. Preciso sair daqui, preciso me mexer. Levanto e saio do apartamento. Tranco a porta e desço pelas escadas – quando estou assim, agitado, não suporto as pausas do elevador. Meus passos são rápidos, desço os degraus saltitando, quase tropeçando, às vezes pulando de dois em dois. Apresso-me em chegar ao térreo, para que eu possa...

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