15 de out. de 2021

 Quatro curiosidades sobre a literatura Brasileira.


"Brasil “faz livros tão bem quanto futebol”. “The Guardian” 2014. Ángel Gurría-Quintana

Essa frase mencionada pelo Jornalista Britânico faz todo sentido, pois os autores Brasileiros estão sendo cada vez mais reconhecidos mundo afora. E por trás disso tudo, uma série de curiosidades envolvendo nossa amada literatura permeiam nesse mundo. Aproveitamos e reunimos 4 curiosidades sobre esse assunto e espero que gostem. 

1. Pero Vaz de Caminha queria libertar um criminoso do exílio. 

A emblemática carta do “descobrimento” do Brasil era pra ter sido escrita pelo escrivão oficial da frota era Gonçalo Gil Barbosa, e não por Pero Vaz de Caminha, como o escrivão não conseguir vir ao Brasil, Caminha escreveu a carta, que foi escolhida por Pedro Álvares Cabral e enviada ao então rei de Portugal, Dom Manuel. No fim da carta, havia um pedido para que o genro do escrivão, Jorge de Osório, fosse libertado do exílio por ter roubado uma igreja e ferido um sacerdote. A princípio, D. Manoel negou, mas após a morte de Caminha, o governante acabou libertando Osório.


2. Álvares de Azevedo previu o ano de sua morte

O autor graduou-se em direito em São Paulo. E quando ainda estava no terceiro ano do curso, um de seus amigos do quinto ano, Feliciano Coelho Duarte, passou por problemas com relacionamento amoroso e suicidou-se. No ano seguinte, o também amigo que cursva o quinto ano, João Batista da Silva Pereira morreu. O escritor então, imaginou que havia a possibilidade de ali, ter uma maldição que atingia os alunos do quinto ano. Todo ano, segundo ele, iria morrer um estudante. Como então ele seria um aluno do quinto ano, no próximo ano. Ele profetizou que ele estava na lista e seria o próximo a morrer.  

Álvares de Azevedo (Manuel Antônio Álvares de Azevedo), poeta, contista e ensaísta, nasceu em São Paulo, em 12 de setembro de 1831. Patrono da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras, por escolha de Coelho Neto. 

No ano de 1852, passando as férias com a família no Rio de Janeiro, sofreu um acidente de cavalo, que lhe provocou um abcesso na fossa ilíaca. A dolorosa operação a que se submeteu por conta dele, redundou em septicemia. Faleceu às 17 horas do dia 25 de abril de 1852, domingo da Ressurreição. Como quem anunciasse a própria morte, no mês anterior escrevera a sua última poesia, sob o título “Se eu morresse amanhã”, que foi lida, no dia do seu enterro, por Joaquim Manuel de Macedo.


3. Olavo Bilac sofreu o primeiro acidente de carro registrado no Brasil

O Primeiro acidente de carro no Brasil ocorreu em 1897. O jornalista e escritor José do Patrocínio, tinha recém adquirido um automóvel que importou da França. Este foi o primeiro automóvel da cidade do Rio de Janeiro, veículo que teve uma vida curta. José resolveu emprestá-lo ao seu amigo, ninguém menos que o poeta Olavo Bilac. este que não possuiua nenhuma afinidade com veículos, pois era o primeiro carro da cidade, mas mesmo assim tentou. Com seu amigo José no banco do carona, iniciou sua aventura pelas ruas do Rio de Janeiro, ou pelo menos tentou... Em poucos segundos, colidiram com uma árvore. E ali terminava a primeira jornada automobilística do compositor do Hino da Bandeira Nacional Brasileira. 


4. Euclides da Cunha morto pelo Ricardão

Conhecido pela obra “Os Sertões” foi assassinado pelo amante de sua própria esposa. Euclides era um homem que dedicava muitas horas do seu dia, no seu trabalho, ficando a família em segundo plano. Assim então, sua cônjuge decidiu iniciar um relacionamento com outro homem. Euclides ao descobrir, pegou uma arma e foi à casa do homem, mas no local, as coisas não correram muito bem e o Ricardão o matou. Passado alguns anos, o filho do escritor tentou vingar a morte do pai, mas também foi assassinado pelo mesmo homem.


Conhecem alguma curiosidade sobre a literatura Brasileira?

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Casa de Livro.

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