25 de out. de 2021

A vida que vale a pena ser vivida.

Clóvis de Barros Filho (Autor) e Arthur Meucci (Autor)

O livro A Vida que Vale a Pena Ser Vivida explica que, o corpo é finito, material, sensível e temporal. A alma, do contrário, é a soberana. Dito isso, existe algumas chances de seu corpo desejar uma vida e a alma, outra. Tal como viver é diferente de amar.

No decorrer do livro, utilizam a filosofia com muita maestria para poder conceituar o que seria uma vida boa e quais os caminhos que provavelmente teríamos que seguir, para alcançá-la.

O filósofo te ajuda fazendo perguntas que motivam a reflexão. Mas não espere uma resposta no final, e isso é alertado desde o início.

O livro deixa de forma explicita que temos a soberania para controlar a própria vida, e mesmo com todos os riscos, isso é o nosso verdadeiro e singular patrimônio. 

O livro possui vários pensamentos de Platão, Sócrates, Sêneca, Epicuro, Espinoza e Kant.

Com uma abordagem simples e descontraída, o livro possui exemplos práticos do dia a dia. Sempre de forma leve, nos fazendo refletir.


Segue abaixo trechos de alguns capítulos: 


VIDA PENSADA: A vida vale mais a pena ser vivida quanto menos o corpo e seus desejos derem as cartas.

VIDA AJUSTADA: A vida que vale a pena… vale por si só. No instante em que é vivida. E isso acontece quando nos ajustamos ao universo. Ocupando o lugar que é nosso, desempenhando com excelência a atividade para a qual fomos talhados e buscando a finalidade que é nossa como parte do todo.

VIDA PRAZEROSA: Só a busca do prazer – que pressupõe a satisfação dos desejos naturais e necessários com comedimento – permite a realização da felicidade. Porque a busca da satisfação de outros tipos de desejo e exageros são perturbadores. Tanto nos sucesso como no fracasso.

VIDA TRANQUILA: Só começaremos a ser felizes quando aceitarmos que o mundo não gira ao nosso redor. Que as pessoas não foram feitas pelos deuses para atenderem suas carências. Por isso, a tranquilidade, condição da vida boa, pressupõe a desesperança. A conciliação com a realidade.

VIDA SAGRADA: Para viver bem é preciso confiar. Confiança num Deus que, de fora, criou o mundo. Transcende ao mundo, portanto.

VIDA POTENTE: E, assim vamos: em luta pelos encontros alegres de nosso corpo com o mundo; por evitar os tristes; por imaginar coisas que aumentam a potência de agir do corpo e a potência de pensar da alma; bem como evitar as imaginações que enfraquecem, que refreiam ambos.

VIDA ÚTIL: Somos herdeiros de um saber prático que nos permite deliberar não só em função do que estimamos causará a felicidade hoje, mas também a dos que estão por vir.

VIDA MORALIZADA: Não é possível conceber coisa alguma no mundo, ou mesmo fora do mundo, que sem restrição possa ser considerada boa, a não ser uma só: a boa vontade.

VIDA SOCIALIZADA: Já que a sociedade triunfa sobre nossa singularidade afetiva, a vida boa pressupõe um alinhamento. Uma adequação entre nossas inclinações e o que os demais esperam de nós. Para que nos aplaudam. Ou para que apanhemos menos.

VIDA INTENSA: Nesta centelha de vida intensa gostaríamos que tudo ficasse como está. Que nada mudasse. Centelha de eternidade no mundo da vida.

Uma leitura prazerosa, recomendo.

Boa Leitura

Casa de Livro.

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Extras:

Clóvis de Barros Filho (Ribeirão Preto, 21 de outubro de 1965) é um jornalista e professor livre-docente na área de Ética da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Dentre seus livros, publicou "Ética na Comunicação" e é co-autor do "O Habitus na Comunicação" (Paulus, 2003) e organizador de "Comunicação na Polis" (Vozes, 2002).

Clóvis de Barros Filho obteve, em 2007, a Livre-Docência pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, onde é professor de Ética. É professor de Filosofia Corporativa da HSM Educação desde 2013. Foi um dos fundadores da Escola Pessimista de Peruíbe. É Pesquisador e Consultor de Ética da UNESCO.

Biografia

Nascido em Ribeirão Preto, Clóvis de Barros Filho é bacharel em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo (1985) e em Direito pela Universidade de São Paulo (1986), especialista em Direito Constitucional (1988) e em Sociologia do Direito (1989) pela Université Panthéon-Assas de Paris, mestre em Ciência Política pela Université Sorbonne Nouvelle de Paris (1990) e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2002). No ano de 2020 criou o podcast Inédita Pamonha, em parceria com a Revista Inspire-C.

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