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20 de jan. de 2022

Jack London – WHITE FANG

Jack London – WHITE FANG

White Fang, a classic of adventure literature, following the same lines as his previous book The Call of the Wild. Buck, a domestic dog transforms into a wild wolf in the icy lands of Alaska, which you can also enjoy here on the blog.

Jack London brings us an exciting story, but in the opposite direction to the first one, drawn in parallel between animal and man, nature and civilization.

The reader will follow the odyssey of a wolf, from birth, starting with its first steps in the difficult law of the jungle, in a continuous search for survival, passing through several owners until it is domesticated and civilization completely possesses it.

White Fang is the great-grandson of the protagonist dog in The Call of the Wild, and the starting point of his journey is exactly where his predecessor Buck left off.

Jack London manages to invade the animals' intimacy, bringing us the wolf's point of view in a simple and unique way.

From its various owners, these seen as Gods in the animal's conception, Gods destined only for servitude, to the definitive encounter with their only God, dosed with an unconditional love coming from a wild creature, destined for a man.

For anyone who loves animals, this is a must-read.

White Fang is divided between two worlds, this first dose of freedom in the forests, on the other side a world that would lead to domestication with violent acts totally submissive to the “God” man.

Right at the beginning of the book, Jackon London presents us with a beautiful suspense in one of the most inhospitable places in Alaska with temperatures below -50º. An expedition, with the mission to carry a load, also composed of a corpse, using sleds pulled by a pack of dogs, towards Fort MacGurry. Cornered by a pack of hungry wolves, willing to do anything for a measly piece of meat, during the onslaught of wild creatures, many lives are taken, and the few individuals left spend moments of disturbance and agony, a constant terror in the fight for survival. . Surely the call for hunger will dictate the rules.

The details of the adventure is one of the attractions of the book, the way animals think and act, very well reported by the author who fascinates us in a captivating way. A straightforward journey, towards the forests and indigenous camps.

It is always very interesting in his narrative, the way that Jack London sees the whole development of the characters, whether this individual animal or man, shaped by the environment in which he lives and his attitudes.

Based on the adaptation process, both psychological and physical, to which White Fang is submitted at each stage of his life, the reader will easily notice that this development is very similar to that of a human being.

A moving and emotional adventure, in which the wolf initially as nature conceived him, a hostile beast, continues until he reaches the meaning of love and respect in his last home in civilization with his family.

A dynamic work, told with great intelligence, mandatory for lovers of a good adventure.


Product Information

Title: Scholastic Classics: White Fang

By: Jack London

Format: Paperback

Number of Pages: 252

Vendor: Scholastic Trade

Publication Date: 2001

Ages: 9-12

Series: Scholastic Classics


Good reading

Book House Blog

Sidney Matias

14 de jul. de 2012

Jack London – CANINOS BRANCOS



Caninos Brancos, clássico da literatura de aventura, seguindo a mesma linha do seu livro anterior  O Chamado Selvagem. Buck, um cão doméstico transforma-se em um lobo selvagem nas terra gélidas do Alasca, que você também poderá apreciar aqui no blog.
Jack London nos traz uma empolgante história, mas em sentido contrário a primeira, traçada  paralelamente entre animal e homem, natureza e civilização.
O leitor irá acompanhar a odisséia de um lobo, desde o nascimento, iniciando em seus  primeiros passos na difícil lei da selva, em uma busca continua pela sobrevivência, passando por diversos donos até ser domesticado e a civilização o possuir por completo.
Caninos Brancos é bisneto do cão protagonista em O Chamado Selvagem, e o ponto de partida de sua jornada é exatamente aonde seu antecessor Buck terminou.
Jack London consegue invadir o íntimo dos animais, nos trazendo de uma forma simples e singular o ponto de vista do lobo.
Desde seus vários donos, estes vistos como Deuses na concepção do animal, Deuses esses destinados apenas a servidão, até o encontro definitivo com seu único Deus, dosado de um amor incondicional vindo de uma criatura selvagem, destinado a um homem.
Para todos que gostam de animais, é uma leitura obrigatória.
Caninos Brancos fica dividido entre dois mundos, este primeiro dosado da liberdade nas florestas, já do outro lado um mundo que o levaria a domesticação com atos violentos  totalmente submisso ao “Deus” homem.
Logo no inicio do livro, Jackon London nos presenteia com um belo suspense em um dos lugares mais inóspitos do Alasca com temperaturas abaixo de -50º. Uma expedição, com a missão de levar uma carga, composta também por um cadáver, utilizando trenos puxados por uma matilha de cães, rumo ao forte MacGurry. Encurralados por uma alcatéia de lobos famintos, dispostos a tudo por um misero pedaço de carne, durantes as investidas das criaturas selvagens, muitas vidas são ceifadas, e os poucos indivíduos que restaram passam momentos de perturbação e agonia, um terror constante na luta pela sobrevivência. Certamente o apelo pela fome irá ditar as regras.
Os detalhes da aventura é um dos atrativos do livro, a forma como pensam e agem os animais, muito bem relatada pelo autor que nos fascina de uma maneira cativante. Uma viagem sem rodeios, rumo as florestas e acampamentos indígenas.
É sempre muito interessante em sua narrativa, a forma que Jack London enxerga todo o desenvolvimento dos personagens, seja esse indivíduo animal ou homem, moldado pelo meio em que vive e suas atitudes.
Baseado no processo de adaptação, tanto psicológica quanto física, a qual Caninos brancos é submetido em cada etapa de sua vida, facilmente o leitor irá notar que esse desenvolvimento é muito parecido com o de um ser humano.
Uma aventura comovente e emocionante, em que o lobo inicialmente como a natureza o concebeu, uma  fera hostil, segue até alcançar o significado do amor e do respeito em seu último lar na civilização junto de sua família.
Uma obra dinâmica, contada com muita inteligência, obrigatória aos amantes de uma boa aventura.


Após a leitura de Caninos Brancos, pergunte a si mesmo, se  é válido afirmarmos que as situações extremas nos colocam como amantes e defensores de nossa própria vida? Você diria que a ”lei da selva” é cruel?


A floresta escura de abetos erguia-se carrancuda de ambos os lados do rio congelado. As árvores tinham sido despidas de sua cobertura branca de gelo por um vento recente e pareciam inclinar-se umas para as outras, negras e agourentas, na luz evanescente. Um vasto silêncio reinava sobre a terra. A própria terra era uma desolação, sem vida, sem movimento, tão solitária e fria que seu espírito não era nem mesmo o da tristeza. Havia um laivo de riso nela, mas de um riso mais terrível que qualquer tristeza - um riso que era tão sombrio quanto o sorriso da Esfinge, um riso tão frio quanto o gelo e compartilhando a severidade da infalibilidade. Era a imperiosa e incomunicável sabedoria da eternidade rindo da futilidade da vida e do esforço de viver: Era a Natureza, a selvagem, a de coração gélido, a Natureza das Terras do Norte.



Titulo: Caninos Brancos
Titulo original: White Fang
Autor: Jack London
Ano de lançamento: 1906
Editora: Martin Claret
Páginas: 200

Boa leitura

Casa de Livro Blog

Sidney Matias