12 de ago de 2015

EDUARDO E DEUS - (Risíveis Amores) - Milan Kundera.



Chegou a hora de finalizar mais uma obra de contos, resenhados individualmente, aqui no Blog Casa de Livro.
Milan Kundera tem um forte no nome na literatura do mundo.
Sua obra Risíveis Amores, nos mostrou contos encantadores. Com as pitadas certas de humor, romance, malícia e crueldade.
Obras completas que levam o leitor a viver as mais distintas “vidas”, junto à personagens inesquecíveis.
Eduardo e Deus, não seria diferente. Mais um conto que nos arranca sorrisos e desejos diversos.
Eduardo era um rapaz educado. Professor, sabia muito bem se expressar e encantar as pessoas ao seu redor, principalmente as mulheres.
Apaixonou-se por Alice.


Uma garota devota a Deus, que seguia sua vida na mais pura santidade.
Também gostava de Eduardo, mas Alice em tudo via pecado. Não queria se entregar, mesmo com vontade, antes do casamento.
Com as investidas de Eduardo, que a cada dia eram piores, decidiu perguntar ao rapaz o que o mesmo achava sobre Deus.
Foi quando tudo dentro do coração do homem modificou-se.
Eduardo que até então não levava a religião em consideração, passou a frequentar assiduamente a igreja.
Conheceu a palavra de Deus a fundo.
Viu que dessa forma, Alice foi soltando-se mais.
Porém em uma sociedade que não aceitava Deus como criador de tudo, Eduardo passou a ser alvo de chacota.
Arriscado a perder o emprego e toda a amizade que conquistou na cidade.
Agora é necessário fazer uma escolha, permanecer devoto a Deus, e alcançar seu objetivo, Alice.
Ou desistir de toda essa brincadeira, e segurar seu emprego.
Eduardo conseguirá sair dessa enrascada?
Será que ele realmente ama Alice, ou a vê como um prêmio?
Uma história encantadora que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.


A diferença entre a história da humanidade e a sua pré-história é que o homem tomou nas mãos o próprio destino e não tem mais necessidade de Deus.

Titulo: Eduardo e Deus - Risíveis Amores
Autor: Milan Kundera
Páginas: 236
Ano: 1987
Editora: Nova Fronteira

Boa Leitura
Casa de Livro

Karina Belo.



Eduardo ficou preocupado. Á noite, como de costume, foi encontrar-se com Alice, para passear com ela pela rua, mas renunciara a seu fervor religioso. Estava abatido e queria contar a Alice o que lhe estava acontecendo, mas não teve coragem, pois sabia que, para conservar seu detestável mas indispensável emprego, estava disposto a trair a Deus se a menor hesitação, no dia seguinte. Portanto, não disse uma palavra sobre sua funesta convocação, e não pôde encontrar alívio. No dia seguinte, ao entrar na sala da diretora, sentiu-se abandonado por todos. 

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