23 de set de 2015

TRUCO – DELIRIUM – Carlos Patricio.


Carlos Patricio vem nos mostrando todo o seu talento com a escrita no livro Delirium.
A obra que é composta por uma coletânea de contos, que estão sendo resenhados individualmente pelo Casa de Livro, nos mostra oito incríveis pequenas histórias.
"Doutor Sádico", já divulgado aqui no Blog, nos leva para uma cena cruel e de torturas. Mas com um final surpreendente.
O segundo conto do livro, "Truco" que iremos comentar agora, nos retrata uma fatalidade.
Um inusitado problema que muda o rumo de algumas vidas para sempre.
Quatro grandes amigos, inseparáveis.
Sempre apoiando um ao outro, bebendo e "badalando" juntos.
Mas o fim de semana chegou e com ele uma forte chuva. Decidiram que a balada não seria uma boa, não com aquele tempo.
Caio estava com a casa liberada.


Seus pais estavam viajando, nada os impediria de passarem uma longa e agradabilíssima noite bebendo e jogando truco.
Mas essa noite não seria tão perfeita quanto imaginavam.
Um forte estrondo os despertaram daquela alegria do jogo. Um ladrão, armado, havia invadido a casa e não estava com paciência para aguentar gritarias.
Um tiro foi disparado.
O recado foi dado.
O medo somado a embriaguez fariam suas reações tornarem-se perigosas.
Os amigos que deveriam manter-se unidos, para enfrentarem tal terror juntos, irão tramar planos de fulga. Mas cada um em sua mente, sozinho.
Mas a tragédia irá acontecer.
Mãos ficaram sujas de sangue.
Um consciência ficará pesada.
Qual será o desfecho dessa história?
Mais uma história do livro Delirium, que o autor escreveu para nos fazer delirar.
Casa de Livro Recomenda!



Minutos se passaram em câmera lenta. Meus braços sofriam sob o peso do aparelho. A intensa pulsação forçava o sangue em minhas têmporas, latejando. O escuro piorava minha aflição, acentuando o medo de errar o golpe.
A maçaneta girou.

Titulo: Truco – Delirium
Autor: Carlos Patricio.
Ano: 2014
Páginas: 228

Boa Leitura. 
Casa de Livro. 

Karina Belo.




Não dormi direito. Quando a ficha caiu, meu sono se deparou com as barreiras da reflexão. Minhas lágrimas, perante a morte de Caio, eram genuínas, aquilo não era justo. Um garoto tão sossegado e prestativo como ele, que não reclamava nem quando bêbados quebrávamos os móveis de sua casa. Não merecia tamanha tragédia. Não viver... É assombroso meditar sobre a ideia. Um acontecimento muito acima dos nossos limites de compreensão.


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