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30 de jul. de 2016

MADAME FLAUBERT – Antonio Mello


Primeiramente, nós da Casa de Livro, gostaríamos de agradecer ao autor Antonio Mello por nos enviar um exemplar, de uma obra incrível, que nos conecta com uma história peculiar, e irresistível.
Madame Flaubert, uma obra que brinca com a história de Madame Bovary nos remonta a um romance dentro de outro romance.
Antonio Mello nos conta a sua história em dois pontos de vista, personagens distintos, que de alguma forma terá sua vida ligada, por algum evento da história.



Ema sempre foi uma menina ambiciosa, estudando em um colégio de freiras, ela seduziu Marina, uma amiga que estudava no mesmo local. Marina sempre foi rica, de família importante. Tudo o que Ema sempre sonhou.
Agora depois de anos passados, ela se casa com Carlos B., Ema imaginou que ele iria crescer na vida, tornar-se rico e dar uma vida privilegiada a mesma. Mas nada disso aconteceu. A esposa sempre jogou na cara de Carlos que era um fracassado, que ela só tinha aquela vida medíocre por sua culpa.
Carlos que sempre fez de tudo por aquela mulher, que a amou incondicionalmente, que parou de beber para poder dar uma vida melhor a ela, se sentia culpado pelos desejos da esposa. Essa mania de grandeza, de querer ser rica, ainda iria acabar com a vida de Ema, mesmo ele a protegendo ela iria se afundar.
As vésperas da eleição que tem como mais forte candidato Fernando Collor, ela se aproxima novamente de Marina. Ema sabe que o marido de sua amiga trabalha com Collor, e o político é seu príncipe, a pessoa que ela escolheu para usar até atingir seu caminho de glória. Mas Ema não poderia imaginar o que estava por vir.
Sua vida virou um caos, e a única pessoa que esteve ao seu lado foi... Carlos.
O que aconteceu com essa história COLLORida de Ema?


Em contrapartida, Antonio Mello nos escreve sobre personagens irônicos, e inesquecíveis. Um grupo de roteiristas que tem como “mente brilhante”, Antônio C., ou melhor, AC.
AC é um escritor que se afundou na bebida e nas drogas. Sempre alterado, não consegue terminar um romance, aonde vem trabalhando com afinco, porém sem sucesso. Antonio usa elementos da realidade em seu romance, para ele tudo é literatura.
Sempre bêbado, não consegue mais discernir o que é real ou ficção, de certa forma se apoia nos colegas para encontrar um pouco de verdade em sua vida.


Juntamente com seus amigos, ele vai escrevendo seu romance, onde seus personagens são pessoas reais.
Ele luta contra ele mesmo, e contra os efeitos das drogas para terminar seu romance.
Cada personagem da história tem suas crises, vícios e sonhos.
Todos destruídos de uma forma eletrizante.
Histórias que vão se ligando na obra, e no fim recebem um mesmo destino.
Antonio Mello utilizou de fatos que nós conhecemos pela mídia, como quando Collor é eleito e depois deposto, como a filha de Glória Perez que morre assassinada pelo autor que trabalhava com ela.


De certa forma, em Madame Flaubert o leitor se sente parte da obra, se sente vivo junto com cada personagem ali descrito. Torce e tenta adivinhar qual será o seu destino.
Parabéns Antonio Mello pela obra tão bem trabalhada que nos proporciona uma viagem literária única. E o obrigada do Blog Casa de Livro, por nos presentear com um exemplar.
Qual será o destino de Ema B.?
AC conseguirá finalizar seu romance?
Qual caminho os personagens da trama traçarão?
Uma obra que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.

Um prazer de encaixar as palavras umas nas outras, esse roçar erótico de letras e sentenças.


Titulo: Madame Flaubert
Autor: Antonio Mello
Páginas: 191
Ano: 2013
Editora: Publisher

Boa Leitura.
Casa de Livro.
Karina Belo.

Se o incauto soubesse onde esse convite o levará, provavelmente não o entregaria a ela. Se ao passar para as mãos de Ema o pequeno envelope, o adicto tivesse noção da enxurrada de fatos novos que virarão sua vida de pernas para o ar, talvez houvesse ficado quieto ouvindo pacientemente a ladainha Collorida da mulher. Mas ele fez o gesto, e irá se arrepender disso pelo resto de seus dias.



Da turma de roteiristas, Antônio C. não foi convidado para a reunião porque não deixaria ninguém se concentrar, com suas tiradas de humor. Fred G. não pôde ir, alegou outro compromisso. Lauro F. também. O compromisso: os três ficaram bebendo no Botequim, enquanto analisavam um texto de Lauro F. em que um neném era torturado com um ferro de passar roupas.


Mais uma vez, pensava Ema, seu destino estava colado ao de Collor: ambos não tinham nada, portanto, não havia nada a temer. E com esse sentimento ela foi ao encontro do motorista, que a aguardava na esquina – conforme determinação dela ao telefone.


Já habitualmente estranho e meio fora de eixo, Lauro está tremendamente abalado com o assassinato. Liga-o aos fatos que vinha mostrando, reunião após reunião, a todos do grupo, em noticias de jornais que recortava: acontecimentos da literatura – ou da ficção, para ser mais abrangente – estavam interferindo na realidade. O espaço que delimitava as duas áreas já não mais existia. 

17 de mai. de 2016

MADAME FLAUBERT – Antonio Mello


Primeiramente, nós da Casa de Livro, gostaríamos de agradecer ao autor Antonio Mello por nos enviar um exemplar, de uma obra incrível, que nos conecta com uma história peculiar, e irresistível.
Madame Flaubert, uma obra que brinca com a história de Madame Bovary nos remonta a um romance dentro de outro romance.
Antonio Mello nos conta a sua história em dois pontos de vista, personagens distintos, que de alguma forma terá sua vida ligada, por algum evento da história.


Ema sempre foi uma menina ambiciosa, estudando em um colégio de freiras, ela seduziu Marina, uma amiga que estudava no mesmo local. Marina sempre foi rica, de família importante. Tudo o que Ema sempre sonhou.
Agora depois de anos passados, ela se casa com Carlos B., Ema imaginou que ele iria crescer na vida, tornar-se rico e dar uma vida privilegiada a mesma. Mas nada disso aconteceu. A esposa sempre jogou na cara de Carlos que era um fracassado, que ela só tinha aquela vida medíocre por sua culpa.


Carlos que sempre fez de tudo por aquela mulher, que a amou incondicionalmente, que parou de beber para poder dar uma vida melhor a ela, se sentia culpado pelos desejos da esposa. Essa mania de grandeza, de querer ser rica, ainda iria acabar com a vida de Ema, mesmo ele a protegendo ela iria se afundar.
As vésperas da eleição que tem como mais forte candidato Fernando Collor, ela se aproxima novamente de Marina. Ema sabe que o marido de sua amiga trabalha com Collor, e o político é seu príncipe, a pessoa que ela escolheu para usar até atingir seu caminho de glória. Mas Ema não poderia imaginar o que estava por vir.
Sua vida virou um caos, e a única pessoa que esteve ao seu lado foi... Carlos.
O que aconteceu com essa história COLLORida de Ema?
Em contrapartida, Antonio Mello nos escreve sobre personagens irônicos, e inesquecíveis. Um grupo de roteiristas que tem como “mente brilhante”, Antônio C., ou melhor, AC.
AC é um escritor que se afundou na bebida e nas drogas. Sempre alterado, não consegue terminar um romance, aonde vem trabalhando com afinco, porém sem sucesso. Antonio usa elementos da realidade em seu romance, para ele tudo é literatura.
Sempre bêbado, não consegue mais discernir o que é real ou ficção, de certa forma se apoia nos colegas para encontrar um pouco de verdade em sua vida.


Juntamente com seus amigos, ele vai escrevendo seu romance, onde seus personagens são pessoas reais.
Ele luta contra ele mesmo, e contra os efeitos das drogas para terminar seu romance.
Cada personagem da história tem suas crises, vícios e sonhos.
Todos destruídos de uma forma eletrizante.
Histórias que vão se ligando na obra, e no fim recebem um mesmo destino.
Antonio Mello utilizou de fatos que nós conhecemos pela mídia, como quando Collor é eleito e depois deposto, como a filha de Glória Perez que morre assassinada pelo autor que trabalhava com ela.


De certa forma, em Madame Flaubert o leitor se sente parte da obra, se sente vivo junto com cada personagem ali descrito. Torce e tenta adivinhar qual será o seu destino.
Parabéns Antonio Mello pela obra tão bem trabalhada que nos proporciona uma viagem literária única. E o obrigada do Blog Casa de Livro, por nos presentear com um exemplar.
Qual será o destino de Ema B.?
AC conseguirá finalizar seu romance?
Qual caminho os personagens da trama traçarão?
Uma obra que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.

Um prazer de encaixar as palavras umas nas outras, esse roçar erótico de letras e sentenças.


Titulo: Madame Flaubert
Autor: Antonio Mello
Páginas: 191
Ano: 2013
Editora: Publisher

Boa Leitura
Casa de Livro.
Karina Belo.

Se o incauto soubesse onde esse convite o levará, provavelmente não o entregaria a ela. Se ao passar para as mãos de Ema o pequeno envelope, o adicto tivesse noção da enxurrada de fatos novos que virarão sua vida de pernas para o ar, talvez houvesse ficado quieto ouvindo pacientemente a ladainha Collorida da mulher. Mas ele fez o gesto, e irá se arrepender disso pelo resto de seus dias.


Da turma de roteiristas, Antônio C. não foi convidado para a reunião porque não deixaria ninguém se concentrar, com suas tiradas de humor. Fred G. não pôde ir, alegou outro compromisso. Lauro F. também. O compromisso: os três ficaram bebendo no Botequim, enquanto analisavam um texto de Lauro F. em que um neném era torturado com um ferro de passar roupas.


Mais uma vez, pensava Ema, seu destino estava colado ao de Collor: ambos não tinham nada, portanto, não havia nada a temer. E com esse sentimento ela foi ao encontro do motorista, que a aguardava na esquina – conforme determinação dela ao telefone.


Já habitualmente estranho e meio fora de eixo, Lauro está tremendamente abalado com o assassinato. Liga-o aos fatos que vinha mostrando, reunião após reunião, a todos do grupo, em noticias de jornais que recortava: acontecimentos da literatura – ou da ficção, para ser mais abrangente – estavam interferindo na realidade. O espaço que delimitava as duas áreas já não mais existia. 

18 de dez. de 2013

URDUME URDIDUMBRE – (Rubem Leite)



Obra de poesias escrita por Rubem Leite, mais um exemplar fruto de uma parceria magnífica entre Casa de Livro e a Editora Círculo das Artes. 

De acordo com nosso padrão no Blog, Urdume Urdidumbre também será resenhado por partes, iremos explorar e nos encantar com cada poema e poesia individualmente. Que Urdume possa trazer a você leitor todo o encantamento e diversão, assim como vem fazendo comigo.

Feliciano Weber.

O Maior Deles.

O Maior Deles, um poema que mistura amizade, natureza e alegria. Em suas palavras, Rubem Leite, consegue nos passar cor e vida. Um jogo de palavras único, que consegue expressar o que o autor esta sentindo. Transmitindo ao leitor o exato momento em que isso acontece.




Ânsia

Ânsia nos faz refletir sobre o verdadeiro significado da amizade. Qual é o valor de uma amizade para você? Como sabemos se realmente é verdadeira? Uma amizade que machuca acaba sendo ruim, e o poema nos reflete esse sentimento com uma força incrível.




Rede I

Rede I nos reflete um amor onde não há reciprocidade. Como é sofrer querendo alguém que não te deseja? Que não te ama? Os sentimentos escritor pelo autor em tal poema é de uma sutileza que nos emociona de uma maneira única, é impossível não se identificar.


Rede II

De uma forma engraçada, Rede II nos mostra um  homem apaixonado, mas que ao mesmo tempo precisa se encontrar. Um homem que adora beber e pensar na mulher amada. Revela os desejos contidos em sua alma e faz com que ela saiba de todas as suas taras.


Beijo de Morte.

Beijo de Morte. Um desejo incontrolável de morrer em seus braços, morte em um estilo figurado. Onde o gozo reproduz tal efeito, uma pequena morte através do prazer.


Maribondo.

Maribondo, um apelido dado a um ser que nós gostamos. No poema Rubem Leite deixa claro, que os “maribondos” são aquelas pessoas que não servem pra nada, pessoas que ninguém quer, ninguém gosta.



Desprezível.

Um sentimento de tristeza profundo é passado em tal poema. Um ser desprezível que ninguém ama. Nunca é correspondido em suas paixões.



Venci.

Venci, nos mostra algo que muitos já fizeram. Falar mal, esnobar e até humilhar o outro. Uma forma de defesa de se afastar para não sofrer.




Autor: Rubem Leite
Titulo: Urdume Urdidumbre
Páginas: 103
Ano: 2013
Editora: Círculo das Artes.

Boa Leitura

Casa de Livro


Karina Belo

“Urdume/Urdidumbre” já está disponível para compra na Amazon no formato e-book.


17 de out. de 2013

INSTINTIVA – Em Prosa e Verso - Monique Barcellos


Monique Barcellos, mais uma autora que presenteou a equipe Casa de Livro com um exemplar de sua obra.
Instintiva, é uma obra recheada com poesias que leva sua assinatura. Vale mencionar que o jogo de palavras não é o único talento de Monique, cujo temos acesso no livro. As artes também fazem parte da criatividade da autora. Desenhos que irão impulsionar a sua imaginação, caro leitor, ao viajar através dos versos, prosas ou poemas, mais encantadores, concebidos em sua forma mais simples, que já tive a honra de ler.
É com grande carinho que iremos comentar aqui no Blog Casa de Livro, sobre Instintiva – Em Prosa e Verso.
O primeiro tópico do livro que iremos comentar será: Dos Instintos Femininos.

DE FAMÍLIA – Mãe da Alegria.

Mãe da Alegria consegue nos encantar com sua rima alegre e envolvente. O tipo de verso que nos tira, espontaneamente, um sorrido dos lábios.
Monique conseguiu nos transportar para uma casa humilde, onde uma mãe que trabalha duro é capaz de se manter alegre com o pouco que possui, e criar seus filhos com muito amor.


            
DE FAMÍLIA – Proteção.

Proteção nos revela um drama. Para mim, remonta um romance, onde o coração precisa do ser amado, precisa que esse amor esteja junto de ti, lhe mostrando o caminho e lhe protegendo.
Em suas palavras foi possível sentir a emoção da autora. Um trecho marcante foi:



DE FAMÍLIA – Grandiosa

Grandiosa, ilumina nossos olhos a cada palavra lida.
Monique conseguiu, maravilhosamente, homenagear uma das pessoas mais importantes na vida de casa ser humano. A Mãe.
Com palavras únicas, ela foi capaz de nos mostrar o amor, força, coragem e união entre filhos e mãe.
Em Grandiosa, Monique Barcellos nos emocionou incrivelmente.




Titulo: Instintiva – Em Prosa & Verso
Autora: Monique Barcellos
Páginas: 102
Ano: 2013
Editora: Multifoco – Mil Palavras




Boa Leitura.
Casa de Livro Blog.


Karina Belo.





Disponível à venda em:




9 de out. de 2013

MADAME FLAUBERT – (Antonio Mello)

Primeiramente, nós da Casa de Livro, gostaríamos de agradecer ao autor Antonio Mello por nos enviar um exemplar, de uma obra incrível, que nos conecta com uma história peculiar, e irresistível.
Madame Flaubert, uma obra que brinca com a história de Madame Bovary nos remonta a um romance dentro de outro romance.
Antonio Mello nos conta a sua história em dois pontos de vista, personagens distintos, que de alguma forma terá sua vida ligada, por algum evento da história.

Ema sempre foi uma menina ambiciosa, estudando em um colégio de freiras, ela seduziu Marina, uma amiga que estudava no mesmo local. Marina sempre foi rica, de família importante. Tudo o que Ema sempre sonhou.
Agora depois de anos passados, ela se casa com Carlos B., Ema imaginou que ele iria crescer na vida, tornar-se rico e dar uma vida privilegiada a mesma. Mas nada disso aconteceu. A esposa sempre jogou na cara de Carlos que era um fracassado, que ela só tinha aquela vida medíocre por sua culpa.
Carlos que sempre fez de tudo por aquela mulher, que a amou incondicionalmente, que parou de beber para poder dar uma vida melhor a ela, se sentia culpado pelos desejos da esposa. Essa mania de grandeza, de querer ser rica, ainda iria acabar com a vida de Ema, mesmo ele a protegendo ela iria se afundar.
As vésperas da eleição que tem como mais forte candidato
Fernando Collor, ela se aproxima novamente de Marina. Ema sabe que o marido de sua amiga trabalha com Collor, e o político é seu príncipe, a pessoa que ela escolheu para usar até atingir seu caminho de glória. Mas Ema não poderia imaginar o que estava por vir.
Sua vida virou um caos, e a única pessoa que esteve ao seu lado foi... Carlos.
O que aconteceu com essa história COLLORida de Ema?
Em contrapartida, Antonio Mello nos escreve sobre personagens irônicos, e inesquecíveis. Um grupo de roteiristas que tem como “mente brilhante”, Antônio C., ou melhor, AC.
AC é um escritor que se afundou na bebida e nas drogas. Sempre alterado, não consegue terminar um romance, aonde vem trabalhando com afinco, porém sem sucesso. Antonio usa elementos da realidade em seu romance, para ele tudo é literatura.
Sempre bêbado, não consegue mais discernir o que é real ou ficção, de certa forma se apoia nos colegas para encontrar um pouco de verdade em sua vida.
Juntamente com seus amigos, ele vai escrevendo seu romance, onde seus personagens são pessoas reais.
Ele luta contra ele mesmo, e contra os efeitos das drogas para terminar seu romance.
Cada personagem da história tem suas crises, vícios e sonhos.
Todos destruídos de uma forma eletrizante.
Histórias que vão se ligando na obra, e no fim recebem um mesmo destino.
Antonio Mello utilizou de fatos que nós conhecemos pela mídia, como quando Collor é eleito e depois deposto, como a filha de Glória Perez que morre assassinada pelo autor que trabalhava com ela.
De certa forma, em Madame Flaubert o leitor se sente parte da obra, se sente vivo junto com cada personagem ali descrito. Torce e tenta adivinhar qual será o seu destino.
Parabéns Antonio Mello pela obra tão bem trabalhada que nos proporciona uma viagem literária única. E o obrigada do Blog Casa de Livro, por nos presentear com um exemplar.
Qual será o destino de Ema B.?
AC conseguirá finalizar seu romance?
Qual caminho os personagens da trama traçarão?
Uma obra que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.

Um prazer de encaixar as palavras umas nas outras, esse roçar erótico de letras e sentenças.



Titulo: Madame Flaubert
Autor: Antonio Mello
Páginas: 191
Ano: 2013
Editora: Publisher

Boa Leitura,

Casa de Livro Blog.


Karina Belo.



Se o incauto soubesse onde esse convite o levará, provavelmente não o entregaria a ela. Se ao passar para as mãos de Ema o pequeno envelope, o adicto tivesse noção da enxurrada de fatos novos que virarão sua vida de pernas para o ar, talvez houvesse ficado quieto ouvindo pacientemente a ladainha Collorida da mulher. Mas ele fez o gesto, e irá se arrepender disso pelo resto de seus dias.

Da turma de roteiristas, Antônio C. não foi convidado para a reunião porque não deixaria ninguém se concentrar, com suas tiradas de humor. Fred G. não pôde ir, alegou outro compromisso. Lauro F. também. O compromisso: os três ficaram bebendo no Botequim, enquanto analisavam um texto de Lauro F. em que um neném era torturado com um ferro de passar roupas.
Mais uma vez, pensava Ema, seu destino estava colado ao de Collor: ambos não tinham nada, portanto, não havia nada a temer. E com esse sentimento ela foi ao encontro do motorista, que a aguardava na esquina – conforme determinação dela ao telefone.

Já habitualmente estranho e meio fora de eixo, Lauro está tremendamente abalado com o assassinato. Liga-o aos fatos que vinha mostrando, reunião após reunião, a todos do grupo, em noticias de jornais que recortava: acontecimentos da literatura – ou da ficção, para ser mais abrangente – estavam interferindo na realidade. O espaço que delimitava as duas áreas já não mais existia. 

28 de ago. de 2013

NIVALDO JOAQUIM - Cadeira de Balanço

Cadeira de Balanço




Cinco mulheres, histórias distintas, mas que em uma esfera comum, de uma certa forma criou-se uma conexão entre elas, pois todas possuíam um espírito vencedor, a superação sempre prevalecia, atravessando barreiras e vencendo obstáculos, que até outrora eram intransponíveis.
Estela, Clara, Ruth, Silvana e Leticia. Contam suas trajetórias, que certamente é um grande presente do autor Nivaldo Joaquim. Um grande ganho para a literatura nacional, fazendo com que o leitor passe por aventuras incríveis, e será impossível não se identificar com pelo menos uma de suas personagens. O escritor se revela um exímio contador de histórias, em uma linguagem simples e direta, nos trás sentimentos que vão do amor ao ódio, trazendo ao leitor ensinamentos que, certamente podem ser utilizados em nossa vida real, e que, independente do tamanho que seja a sua decepção ou problema, a superação pode prevalecer, aprendendo que pelo simples fato de não desistirem, poderão alcançar a tão almejada vitória.
Michel Strass, de posse de seu cavalo Bragado, em uma de suas aventuras, fazendo com que o leitor também cavalgue junto e aprecie a bela paisagem através da maestria de palavras do autor, encontra Luz, uma senhora misteriosa que não estava aberta a responder tantos questionamentos, mas tinha muitas histórias para contar, alguém que aparentemente já havida sido muito surrada pela vida, uma senhora dotada de muita sabedoria, que entrega a Michel a única resposta, na qual ele realmente necessitava, resposta essa para todas aquelas perguntas que a vida insiste em esconder.
No final da obra, o autor nos deixa um legado, uma voz experiente de um novo escritor, trazendo ensinamentos baseados em nossa realidade, seja na vida profissional, amorosa ou familiar, nos mostrando também, onde podemos encontrar nossos maiores valores.
Um livro com alma positiva, que com muito otimismo ajudará o leitor a seguir, independente do problema que o assola, nunca fugindo da realidade, e cada conto que se passa ali, naquela cadeira de balanço, irá marcar o leitor de uma forma muito especial.




Casa de Livro agradece a cortesia do autor, este que nos enviou a obra, e que além do excelente conteúdo em suas palavras, também merece elogios pela escolha da Litteris Editora, por todo o trabalho de editoração, qualidade visual e acabamento que o exemplar apresenta.




Boa Leitura

Casa de Livro Blog

Sidney Matias

Autor: Nivaldo Joaquim
Titulo: Cadeira de Balanço
Páginas: 104
Editora: Littéris / Quártic

 
(...)
-- E estas bonecas, elas gostam de ficar se balançando nesta cadeira?
-- Acho que sim. Nunca reclamaram. Elas são minhas amigas, foram feitas pela minha avó Luz. Está vendo estes envelopes nesta caixa?
-- Sim estou. Ia perguntar o que era.
-- Sabia disso, o senhor adora perguntas. São envelopes, não está vendo?
-- Tudo bem Sol eu sei que são envelopes, mas o que tem nestes envelopes? ...

(Michel e Sol - Cadeira de Balanço)


**

(...)  
-- Doutora. Por favor, não vá agora.
Era a voz de mulher, estava um pouco rouca, parecia sem forças. Voltei meu olhar para onde vinha aquela voz e do meio de alguns pedaços de papelão levantou-se uma mulher que me disse:
-- Clara preciso de sua ajuda. Muito mais do que para trabalhos escolares para eu passar de ano. Preciso de sua ajuda para voltar a viver.
(Clara e Carol - Cadeira de Balanço)