7 de abr de 2013

Agatha Christie - O NATAL DE POIROT




Olá leitores da Casa de Livro!
Hoje eu acordei com vontade de escrever para vocês sobre uma história com muito sangue, aquele bom assassinato, sabem? E nada melhor do que uma obra da rainha Agatha Christie para nos proporcionar tal divertimento.
Todos nós sabemos que as obras da rainha do crime são fascinantes, mas uma em especial me marcou, por ser uma história esplendorosa. Por isso agora vamos falar sobre o Natal de Poirot.
O nosso romance começa quando somos apresentados a Simeon Lee.
Simeon é um velho chato, tirânico, porém poderoso. Seu desejo nesse natal é reunir toda a sua família.
Usando a desculpa de que esta velho e inválido, ele pede para que sua família esqueça todos os erros. O natal é uma data linda e é o momento de perdoar, de abrir o coração. Ele quer que todo o passado, todas as coisas ruins que aprontou, fique esquecidas.
O Sr. Lee será perdoado assim tão facilmente por todos os membros de sua família?
A ceia de Natal não é nada daquilo que os filhos esperavam. Mesmo com motivos, cada filho tendo seus problemas com o pai, atendem ao pedido do velho.
Mas Simeon na verdade só queria brincar com eles, insultando-os com palavras e atitudes maldosas. Só queria rir enquanto os humilhavam.
Todos os filhos, netos e agregados estão presentes neste jantar de natal. Todos com suas raivas, rancores e desejos de vingança num mesmo ambiente.
Como terminará esse natal, hem?
Simeon Lee é brutalmente assassinado!
A cena é grotesca, a princípio, o horrendo grito foi o pior. Mas a cena encontrada no quarto de Simeon é de chocar até a pessoa mais durona.
O Sr. Lee caído em seu quarto, com a garganta cortada, em meio a uma poça de sangue que deixa seu quarto com um aspecto de filme de terror, ao lado de móveis quebrados, uma cena óbvia de luta.
Quem matou Simeon Lee?
Um velho que se dizia inválido, como teve forçar para lutar?
Só uma pessoa é capaz de descobrir o que aconteceu. Essa pessoa é Hercule Poirot.
Hercule Poirot juntamente com três cavalheiros começa a tentar desvendar o caso.
Mas quando chegam a casa e conhecem os membros da família, ficam diante de vários suspeitos. Cada um tinha sua razão, seu motivo para cometer o assassinato e ao longo da investigação a ideia de que o crime foi cometido por alguém da família fica mais evidente.
Quem matou Simeon Lee?
Algum dos filhos seria capaz de matar o próprio pai?
Agatha Christie mais uma vez nos surpreende com uma história magnífica.
Hercule Poirot, com suas maneiras estranhas de investigação, nos remonta um quebra-cabeça psicológico de tirar o fôlego.
Um livro pequeno e fácil de ler.
Uma obra que nos envolve do começo ao fim.
E mais uma vez, através das palavras de Agatha Christie, Hercule Poirot com sua genialidade, nos surpreende com fatos memoráveis.
Casa de Livro recomenda!

E como diz Poirot: Existe no natal muita hipocrisia, hipocrisia louvável, hipocrisia gerada pour Le bom motif, c’est entendu, mas ainda assim hipocrisia.






Titulo: O Natal de Poirot.
Titulo Original: Hercule Poirot’s Christmas.
Autora: Agatha Christie.
Ano: 1938
Páginas: 256
Editora: Nova Fronteira.

Boa Leitura

Casa de Livro Blog


Karina Belo


- Bem, minhas belezas, bem...Sempre os mesmos. Sempre meus velhos amigos. Bons tempos aqueles... Bons tempos... Ninguém vai lapidá-los, meus amigos. Vocês não ficarão pendurados nos pescoços das mulheres nem repousarão em seus dedos ou em suas orelhas. Vocês são meus! Meus velhos amigos! Temos alguns segredos, você e eu. Estou velho, dizem, e doente, mais ainda não estou acabado! Este velho cão ainda está cheio de vida. E ainda há prazer a retirar da vida. Ainda há prazer.
- Gostaria que os senhores ouvissem minha história primeiro. Existem as circunstâncias. Hoje à tarde, por volta das dezessete horas, recebi um telefonema do Sr. Lee na delegacia de Addlesfield. Falava de maneira esquisita ao telefone. Pediu-me que viesse vê-lo às vinte horas. Enfatizou bem a hora. Além disso, pediu-me que dissesse ao mordomo que eu estava recolhendo donativos para alguma instituição de caridade da polícia.
- É claro que ele estava muito, muito velho. Tinha de ficar sentado numa cadeira... E seu rosto estava encarquilhado. Mas gostei dele mesmo assim. Acho que, quando jovem, deve ter sido um homem muito atraente... Atraente como o senhor – disse Pilar ao superintendente Sugden. Seus olhos fitaram com prazer ingênuo o rosto bonito do superintendente, que ficará escarlate com o elogio.
- Se quer mesmo saber, Monsieur Poirot, ele roubou uma enorme quantia falsificando a assinatura de meu pai num cheque.
Meu pai naturalmente, não o processou. Harry sempre foi um canalha. Arranjou confusão em toda parte do mundo. Telegrafava sempre pedindo dinheiro, para sair de uma enrascada. Foi parar na cadeira em diversos lugares.
Temos três dados que não fazem sentido: a luta, a chave girada e o pedacinho de borracha. Mas deve haver uma forma qualquer de analisarmos essas três coisas com sentido! Então esvaziei a minha mente, esqueci-me das circunstâncias do crime e vi essas coisas por seus próprios méritos. Pensei uma luta... O isso sugere? Violência, quebra-quebra, barulho... A chave? Por que uma pessoa gira a chave? Para que ninguém entre? Mas a chave não impedia tal coisa, já que a porta foi derrubada quase imediatamente. Para manter alguém La dentro? Para manter alguém do lado de fora? Um pedacinho de borracha? Disse a mim mesmo: um pedacinho de nécessaire é um pedacinho de nécessaire, e nada mais!



- Vocês se lembram, todos vocês, como cada um descreveu o grito de morte do Sr. Lee de uma forma diferente? O Sr. Lee descreveu-o como o grito de um homem em agonia mortal. Tanto sua mulher como David Lee usaram a mesma expressão: uma alma no inferno. A Sra. David Lee, ao contrário, disse que era o grito de alguém sem alma. Disse que era inumano, como o de um animal.
Foi Harry Lee quem chegou mais perto da verdade. Disse que parecia um porco sendo sacrificado.

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