O Idioma da Carne, o primeiro de muitos livros resenhados que virão através da parceria entre Casa de Livro e a editora Círculo das Artes.
Rodrigo Machado Freire, relata nesse livro uma história de vida, onde o personagem Rodrigo, tenta entender sua existência. Seria ele o próprio personagem?
A narração inicia quando Rodrigo entra num táxi para ir comprar drogas. A droga é a única diversão em sua vida, em sua miserável existência. Mesmo sabendo que não lhe faz bem e conhecendo todos os efeitos maléficos agregados em seu corpo, ele encontra nas substâncias sua única diversão.
O livro é narrado dia após dia, onde nos conta suas aventuras no Bar do Pedro, de como ele acorda o porteiro do prédio onde mora, quando desce de madrugada para comprar cigarros, entre outros passeios inusitados do rapaz.
Rodrigo é um professor, acha todos os seus alunos uns demônios. Mas até que gosta do que faz, ensinando ele consegue praticar a sua existência, e tenta entender o “O Idioma da Carne”, ou seja, a sua alma.
Um livro pequeno, um relato de uma vida sem estrutura emocional, porém que nos cativa.
Rodrigo passa por tantos momentos absurdos e bem humorados, que nos identificamos com vários de seus questionamentos.
Até porque, qual é realmente o nosso propósito aqui?
Uma história divertida, em um livro pequeno, mas com um conteúdo excepcional.
Casa de Livro Recomenda.
O fim deve infindas desculpas àqueles que amaram o durante.
Titulo: O Idioma da Carne Autor: Rodrigo Machado Freire. Ano: 2013 Páginas: 97 Editora: Círculo das Artes. Boa Leitura Casa de Livro Karina Belo
Dificilmente conseguimos ser alguma coisa senão a tristeza. A tristeza é a expressão mais simples de conservarmos na cara. Sorrir do nada em que restamos é um tremendo exercício. O dono do bar e sua figura paternal completamente deprimente.
Nossas Asas, um livro escrito por Sheila Lima Wing.
Obra composta por contos, onde a autora trabalha com perfeição toda a sua criatividade.
Contos que estamos resenhando individualmente, e histórias que nos encantam profundamente.
Temas distintos, e , elaborados de forma espetacular.
Cada pequena história de Sheila, nos leva para uma nova aventura.
Para uma nova vida a ser sentida.
"Ficção Mortal", quarto conto da obra, é o mais emocionante e bem escrito, até o momento.
Uma história, ou relato, que faz parte da nossa doentia sociedade.
Drogas.
Abusos.
Violência.
Morte.
Ingredientes que fazem parte da receita humana.
Todos nós temos a maldade e a bondade, todos nós temos uma escolha.
Leo era um pequeno garoto. Amava sua mãe com todas as suas forças.
Mulher guerreira que sozinha vinha o criando.
Confiava e acreditava cegamente em tudo o que ela dizia.
Não entendia muito bem a sua história.
Não entendia porque não tinha um pai ao seu lado.
Certo dia foi conduzido a passar uma tarde com sua avó. A diversão estava garantida. Tudo com ela era incrível.
Porém ao chegar o horário de partir, um sentimento ruim tomou conta do pequeno Leo.
Seus temores foram confirmados, quando ao chegar próximo a sua casa, uma multidão se aglomerava.
Sua mãe jazia sentada ao chão.
Sangue fazia parte do cenário.
Estaria ela bem?
Teria algo de ruim acontecido com a mulher que tanto amava?
Leo não imaginava que aquele sangue contava uma história.
A história de sua vida.
Casa de Livro Recomenda!
O Chão perto dela estava vermelho, tingido por alguma coisa que, aos olhos inocentes da criança, parecia ser tinta derramada, ainda fresca.
O que mais seria?
Titulo: Ficção Mortal - Nossas Asas.
Autora: Sheila Lima Wing
Ano: 2015
Páginas: 101
Editora: Clube de Autores.
Boa Leitura.
Casa de Livro.
Karina Belo.
O filme fatal levara embora as asas da inocência de Leo, que jamais foi o mesmo. Restou apenas uma ficção mortal que cheirava dolorosamente a uma cruel realidade.
Renato
Ribeiro é um grande parceiro do Blog Casa de Livro. E sempre nos proporciona
leituras de tirar o fôlego.
A
série por ele escrita e intitulada de “Anti-Heróis” nos deixa com os nervos a
flor da pele. Sempre com aquele sentimento de “Será que vai dar certo?”.
Dividido
em doze partes, cada uma nos deixa encantado do começo ao fim.
O
quarto volume da série nos apresenta uma nova ameaça para a população. Para o
mundo.
Como
nos foi mostrado nos primeiros contos, após um evento catastrófico. Dez pessoas
adquiriram super poderes, e passaram a governar o mundo.
As
suas regras, a principio, poderiam ser de grande valia. Porém as coisas
começaram a ficar perigosas com sentimentos em conflito que cada um carregava
dentro de si.
Passaram
a matar pessoas inocentes, torturas e medo eram constantes.
Mas
John não aguentava mais viver no meio de tanta injustiça, e decidiu fazer a sua
justiça com as próprias mãos.
A
cada herói que John elimina fica mais difícil manter sua discrição e anonimato.
Esta
enfrentando pessoas perigosas, que são capazes de tudo.
Sabim
é o herói da vez.
Um
homem que se droga constantemente, estupra e espanca mulheres apenas por
prazer.
Dotado
com o dom da música, sua voz encanta a todos ao seu redor.
Mas
ninguém imagina o que Sabim faz com as pessoas ao seu redor.
O
herói tem o poder da velocidade, pode atingir velocidades absurdas em apenas
alguns segundos.
John
precisa descobrir seu ponto fraco, para limpar o mundo de mais um herói que maltrata
droga e espanca a população.
Será
possível que apenas um garoto conseguirá enfrentar um dos heróis mais poderosos
e rápidos?
Qual
será o desfecho dessa história?
John
conseguirá ir em frente após descobrir quem Sabim realmente é?
Mais
uma continuação incrível da série anti-herói.
Casa
de Livro Recomenda.
Eu vivo
sem saber até quando ainda estou vivo. Sem saber o calibre do perigo, eu não sei
d’aonde vem o tiro.
Titulo:
A Velocidade da Liberdade - Livro 04 - Anti-Herói
Autor:
Renato Ribeiro
Ano:
2014
Páginas:
69
Boa
Leitura
Casa
de Livro.
Karina
Belo.
O que é tudo isso?
Era o que Sabim se indagava em meio àquela
enorme estrada. Ao seu redor não havia nada, nem céu, terra, apenas um vazio
que se ligava com o outro vazio logo atrás por meio de uma longa estrada
eterna. Ele olhava ao redor, preocupado: confuso. O que aconteceria se corresse
em linha reta? O que encontraria no fim de tudo aquilo? Ele se perguntava, mas
algo em si já sabia a resposta:
JT
Leroy é dono de uma habilidade e imaginação fora do comum. Sarah é um romance
que retrata o quadro da prostituição atual de maneira real, mas consegue
transformar a vulgaridade da prostituição em um mundo de beleza lírica e
absurda.
Em
uma época onde os meninos se vestiam de mulheres para se prostituir nas paradas
dos caminhões, conhecemos nosso personagem principal.
Um
garoto lindo, com seus cachos loiros que fazia inveja a muitos, filho de uma
das prostitutas mais respeitadas das redondezas.
Sarah,
sua mãe, o tratava de forma negligenciada. Mas sempre deixou claro que o amava,
a sua maneira, mas o amava.
Ele
sentia orgulho dela. Quando voltava para casa, e o abraçava.
E
também quando batia em seu frágil corpo, era uma forma meio absurda que fazia
sentir cada vez mais ligado a ela.
Mas
tudo começou a mudar, quando seu corpo se transformou na adolescência, seu
rosto angelical deixava todos apaixonados.
Todos
os clientes de sua mãe, no meio da noite pulavam para sua cama e abusavam daquele
garoto.
Não
que ele se importasse nada disso. Ele adorava roubar os clientes de sua mãe. E
decidiu que iria se prostituir, e ser tão famoso quando Sarah.
Foi
então atrás de Glad, um dos cafetões mais respeitados da região.
Glad
aceitou que ele fizesse parte de seu mundo, mas seria iniciado vagarosamente.
Primeiro
teriam seus treinos, até se tornar uma prostituta de verdade.
Mas
ele queria mais. Era ambicioso e ansiava por dar prazer àqueles caminhoneiros.
Ele
queria o prêmio que Glad dava aos melhores, ele queria ser o melhor, queria ser
melhor que sua mãe.
Buscou
então ajuda a uma entidade mística da cidade. Fez um pacto e pediu fama.
Foi
quando Leloup, um cafetão totalmente diferente de Glad, apareceu em sua vida.
Ele
disse que seu nome era Sarah e que era sim uma prostituta. Sentiu tanta
confiança em Leloup que foi junto para sua casa.
Seu
terror então se iniciou.
Sarah
foi abusada, drogado, mutilado.
Em
todos os sentidos.
Sonhava
com o dia em que sua mãe, a verdadeira Sarah, e Glad, viriam lhe buscar.
Mas
ele não suportava mais a vida que levava.
Ele
será resgatado?
Até
quando aguentará todas as maldades de Leloup?
Um
personagem tão improvável quanto engraçado, tão triste e trágico quanto
patético, afunda então num reino delirante e perversamente idílico.
Um
livro memorável e terrível, tão acolhedor quanto sofrido, tão belo e poético
quanto apavorante, e sem dúvida surpreendentemente genial.
Casa
de Livro Recomenda.
Levanto
a mão mais para cima, o osso embrulhado em minha palma, e observo a luz dançar
sobre as pontas de meus dedos.
Titulo:
Sarah
Titulo
Original: Sarah
Autor:
JT Leroy
Ano:
200
Páginas:
155
Editora:
Geração Editorial.
Boa
Leitura.
Casa
de Livro.
Karina
Belo.
- Eu sei, já senti os movimentos dentro de
mim algumas vezes – sussurro lembrando às vezes em que os namorados de Sarah se
aproximavam de mim enquanto ela estava fora trabalhando. Depois de tropeçar em
latas e garrafas vazias no quarto escuro, eles levantavam as cobertas e
entravam em mim, me possuindo com estocadas silenciosas e invasivas.
Ouço-os gritarem por mim e me chamarem de
todos os palavrões possíveis e imagináveis. As plantas carnívoras e urticárias
machucam minhas pernas e tornozelos e os mosquitos me sugam como se eu fosse um
refrigerante. Mas fico onde estou bem atrás de folhas imensas de repolho-gambá.
Espio para ver a turba enfurecida com as tochas na mão.
Começo a cheirar cola e a beber uísque
barato com a tenacidade de um rato encurralado. Para financiar meus novos
hábitos faço todos os programas que posso e roubo o maior número possível de
carteiras.
Minha recuperação demora mais de um mês.
Fico no trailer de Glad e como as sopas especialmente preparadas por Bolly. Meu
cabelo cresce a ponto de roçar minhas orelhas pela primeira vez em quase dois
anos.
Pie e Sundae trazem livros e me distraem
com as histórias de seus últimos programas.
Sempre que pergunto a elas sobre Sarah,
mudam de assunto na hora.
Casa
de Livro recebeu um exemplar do autor iniciante Matheus Melo.
Sua
proposta é uma trilogia, com uma história adolescente, que promete encantar os
leitores.
O
primeiro volume "Tudo por você, Lett - Nem Só De Querer", nos
apresenta os personagens da história e nos mostra a vida que levam.
Kyle
é um garoto tímido. Sofre terrivelmente nas mãos de seus primos, não tem amigos
e constantemente humilhado na escola. Kyle é gordo, sofre de obesidade, por
esse motivo vive uma solidão sem fim.
O
rapaz é membro de uma das famílias mais ricas de Orlando, nos Estados Unidos, e
sabe que se tiver força de vontade, conseguirá mudar de vida e encontrar a sua
felicidade.
Quando
entra então as férias, ele sabe que para ser feliz e conquistar a garota que
ama, precisará mudar.
Começa
a malhar e se alimentar de uma forma correta e balanceada. Em alguns meses Kyle
consegue emagrecer de forma saudável, e começa então a modelar seu corpo.
Quando
volta para o colégio, não é reconhecido por ninguém. Tornou-se um garoto lindo,
confiante e agora está pronto para demonstrar a Lett o quanto a ama.
Lett
é uma garota que possui também um status social. Uma das garotas mais lindas do
colégio, líder de torcida, é constantemente paquerada pelos garotos.
Mas
ela sente algo diferente em Kyle.
O
garoto passa então a ser o centro das atenções por onde passa.
Suas
roupas caras, seu jeito descolado e um corpo de causar inveja, Kyle se torna o príncipe
do pedaço.
Mas
para que seja adorado por Lett, fará coisas que nunca imaginou.
Passou
a andar com os mesmos amigos que a garota.
Um
grupo que organizava as melhores festas, regadas a bebidas, drogas, sexo e os
Dj’s mais caros.
As
festas que Kyle ajudava a organizar tornavam-se lendas. Famosos participavam,
as confusões apareciam na televisão.
Ele
estava se tornando o garoto foco, e Lett começou a notá-lo.
Ele
e seus amigos, incluindo Lett, saiam para roubar.
Kyle
traficava drogas.
O
garoto tímido que tinha tudo em mãos, e todo o amor de seus pais, estava
diferente. Mudando para pior.
O
romance com a garota de seus sonhos, não tardou a acontecer.
O
rapaz sempre fazia de tudo por ela, inclusive nos roubos em que participava e a ajudava, mesmo podendo
pagar pelas peças de roupas e bolsas escolhidas, eram apenas uma forma de
protegê-la. De não deixá-la sozinha.
Ele
não precisava disso. Tinha dinheiro, tinha o amor de sua família.
Em
uma viagem que fizeram juntos, Kyle descobriu que ela também tinha muito
dinheiro, mas não tinha uma família, não tinha um amor. E era disso que ela
estava precisando.
Uma
tragédia acontece.
A
viagem que proporcionou aos dois os melhores momentos, também se tornou o maior
pesadelo.
Descobriram
o amor.
Juraram
estar sempre juntos.
Mas
por uma fatalidade podem ser tirados um do outro.
Kyle
tem uma chance de mudança.
Ele
sabe que conseguiria, e que poderia ajudar a garota que ama a enfrentar as
batalhas que estão por surgir.
Ele
precisa fazer uma escolha.
Kyle
viverá com Lett?
Uma
história encantadora.
Casa de Livro Recomenda.
Antes
disso tudo, eu era um garoto simples, gordo, desprezado e sem amigos. Vendas da Obra:
Titulo:
Tudo por você, Lett - Nem Só De Querer.
Autor:
Matheus Melo.
Páginas:
258
Ano:
2014
Editora:
Multifoco.
Boa
Leitura
Casa
de Livro.
Karina
Belo.
As pessoas continuam a filmar. Tem um
garoto filmando desde o inicio, eu decoro o seu rosto e me estresso com isso,
lhe dou um soco bem no seu nariz. Ele cai nos degraus da escada e quando chega
lá em baixo, vejo muito sangue dele. Fico preocupado, desço correndo – e a
briga continua.
Admito que depois que ele envolve a Lett e
a parte de eu não precisar mais pedir dinheiro aos meus pais, fico contente,
apesar de antes está sentindo uma sensação meio estranha, como se isso não fosse
uma boa ideia e que eu poderia me arrepender depois. Mas pelo impulso da
felicidade de que assim eu vou poder conquistar a Lett sem nem mais precisar do
meu pai, eu respondo que aceito e garanto que vou vender tudo. Ele parece estar
mais contente do que eu, me elogia dizendo que se amarrou na minha e que tem
certeza que vou vender mais para as garotas do que para os garotos.
Ás vezes eu quero mudar ela. Não gosto de
vê-la usando drogas, bebendo ou até ficando com outros garotos, eu gosto dela e
sei o quanto isso tudo faz mal. Mas sei de uma coisa, antes de tentar mudar
qualquer pessoa para melhor, tenho que mudar a mim mesmo. Para ser mais exato
no que eu quero dizer, é que, quando você erra uma frase, ou uma palavra, ou
até mesmo uma única letra, você precisa ter uma borracha para apagar o erro e
assim o corrigir. A borracha somos nós quando estamos certos, com respaldo para
concertar o erro. Sem borracha nada podemos corrigir. Como também mudar. E, eu não
estou lá tão mudado, até estou, mas bem pior, ela também. Eu sei que devo estar
bem pior que ela, passei dos limites e isso não estava nos meus planos, juro.
Se você ama uma pessoa, mas tem medo de
dizer, diga, pois essa pessoa pode ir embora sem nunca imaginar o seu
sentimento. Eu Sei que não podemos aumentar o tempo da vida, mas podemos
aumentar o valor dela, e é assim com você, Kyle Maddox. Você enriquece o meu
tempo, e eu amo isso, e eu amo você.
Flores
do Cárcere, uma obra que tivemos a honra de receber um exemplar físico através
da autora e de sua equipe. Queremos primeiramente agradecê-la por nos
presentear com uma história magnífica, emocionante e real.
Deixo
também registrado meus singelos “parabéns” à autora Flavia Ribeiro. Parabéns
não podem expressar nem sequer um terço dos meus sentimentos para com a obra.
Através
do livro Flores do Cárcere, eu conheci uma vida totalmente distinta, que por
mais instruídos que possamos ser não temos o pleno conhecimento do que se passa
dentro de um presidio. A frase, “apenas vivendo para saber.” faz todo o
sentido aqui.
Fomos
transportados para a realidade do 2° DP, A Cadeia Feminina de Santos.
Flavia
nos mostrou história reais, que nunca iríamos conhecer sem a sua iniciativa de
promover um trabalho tão importante. Uma forma de abrir os olhos de nossa
sociedade, e mostrar que preconceito existe sim, e que pode acabar com vidas em
recuperação.
Todas
as detentas foram renomeadas no livro, com nome de flores, assim como as
carcereiras e toda a equipe que trabalha no presídio.
A
autora que sempre foi uma guerreira, nunca deixou de ajudar ao próximo, como voluntária, deu aulas de informática na cadeia feminina de Santos. A princípio muita coisa “deu errado” adiando assim o início de seu projeto junto às detentas. Mas o destino lhe apresentou Angélica, também voluntária no local e
que conseguiu uma vaga para Flavia.
Os
primeiros dias foram de aflições e medos. Anteriormente, houve uma rebelião no local. Um das carcereiras foi feita refém. Todos os ânimos
ainda estavam exaltados por conta dos acontecimentos, mas ainda que o medo
estivesse presente, a vontade de conhecer a história daquelas meninas e de
plantar uma semente do bem em seus corações, falavam mais alto no interior de Flavia.
A
amizade e confiança foram conquistadas aos poucos, e através das páginas do
livro a autora nos relata histórias de um aprendizado sem fim.
Foi
possível identificar, que não importa se as presidiárias são culpadas ou inocentes,
todas são tratadas como animal.
O
local onde dormem a alimentação, tudo é uma precariedade total.
Saúde?
Não existe. Detentas morrem, perdem a vontade de tudo. Não existe higiene, não existe
compaixão, ninguém olha para elas naquele lugar.
Conforme
vão se abrindo com Flavia, conseguimos perceber que muitas das meninas que
ali estão, foram presas por ingenuidade. Um namorado que tinha drogas, um favor
que fez para um amigo. Outras são culpadas sim, admitem seus erros e nas
condições em que se encontram informam que voltarão sim a errar.
Por
quê?
Porque
ninguém iria confiar um emprego a elas.
Ninguém
confiaria crianças para elas cuidar.
Ninguém
confiaria sua casa para elas arrumar.
Ninguém
as ajudaria a ter uma vida digna.
Se
o governo não o faz, quem faria?
Flavia
consegue nos mostrar o quão forte o preconceito é em nossas vidas, o quanto
olhamos “atravessados” para mulheres que já foram presas.
Mas
foi Flavia que conseguiu plantar uma semente de esperança naquelas meninas, até
então, perdidas.
As
aulas de informática aconteciam sim, mas passou apenas a ser rotulada como tal.
A "Professora", como era conhecida, se tornou uma amiga de roda de conversas. Uma
amiga para rir, para chorar, para desabafar.
Flavia
Ribeiro conheceu história que chocam qualquer um. Conheceu meninas com um
coração enorme, trancadas em um local imundo.
E
com sua força de vontade ela conseguiu fazer com que aquele lugar fosse um
pouco mais feliz.
Juntas
realizaram eventos na prisão, para as detentas e também familiares que vinham
visitá-las.
Conseguiu
apoio.
Conseguiu
que o mundo, o governo, olhasse para aquelas pessoas com outros olhos.
E
tenho certeza que conseguiu, com seu amor e dedicação, ajudar aquelas garotas a
não persistirem no erro.
Uma
obra incrivelmente bela, onde eu ri, chorei e me emocionei do começo ao fim.
Parabéns Flavia. E que seu exemplo seja seguido por muitas pessoas.
Casa
de Livro Recomenda.
Amiga Flavia, você sabe o sofrimento
Coração bate acelerado, é a saudade
Essa homenagem é pra você ficar feliz
Que tá com nós, lado a lado até o fim...
Titulo:
Flores do Cárcere
Autora:
Flavia Ribeiro de Castro
Ano:
2011
Páginas:
242
Editora:
Talento
Boa
Leitura
Casa
de Livro
Karina
Belo.
Imaginei como se sentiam ao serem vistas
trancadas. Devia ser dolorido encarar os olhos da própria mãe ou, talvez pior,
os do próprio filho.
A causa das mulheres encarceradas se
mostrava cada vez mais complexa. Um assunto fadado ao abandono. Um tema ainda
mais oculto do que tratamento de esgoto. Se construir tubos debaixo da terra não
arrecada votos, ajudar presidiários espanta eleitor. O que explica, em parte,
por que é tão difícil construiu um sistema eficiente de reeducação para presos.
Um tema que engrossará para sempre, eu pensei, a lista das questões que nunca
se resolvem. Além de invisível, exige medidas impopulares e custosas que um
estado imaturo não se interessa em fazer.
O
Chamado do Cuco é uma obra impressionante escrita por J.K Rowling usando o
pseudônimo de Robert Galbraith.
Quando
lemos o título, não dá para imaginar tamanha aventura que temos pela frente. Uma
história eletrizante que tem como base central uma tragédia com Lula Landry,
uma modelo incrivelmente bela e popular.
Cormora
Strike é um homem forte e de expressões marcantes. Filho de uma drogada e de um
famoso músico, ele sempre foi um homem retraído, nunca se importou e nunca quis
o assédio da mídia. Entrou então para o exercito, porém sua carreira findou-se
quando ele perdeu a perna em uma guerra.
Hoje
Strike é um detetive particular, que não tem sorte nos negócios e muito menos
no amor.
Abandonado
pela linda Charlotte e se vê obrigado a morar em seu escritório, pois não tem
dinheiro para pagar nenhum hotel. Mas sua sorte começa a mudar quando a bela
Robin aparece em sua porta e diz que será sua nova secretária.
Robin
é incrivelmente inteligente, simpática, bem humorada e discreta. De tudo faz
parar ajudar Strike, sem nunca perguntar sobre a vida pessoal do patrão.
Logo
nos primeiros dias de Robin ao escritório, Strike se vê diante de um poderoso
advogado, John Bristow.
John
é herdeiro de uma empresa deixada pelo seu pai, com a ajuda de seu tio, Tony,
ele toca os negócios. Adotado pela família Bristow/Landry ele se sente
atormentado.
Sempre
foi o filho mais feio e o menos amado. Mas ele amava muito seus irmãos. Sua vida
teve um trajeto turbulento, quando ainda pequenos, seu irmão Charlie morreu. Charlie
caiu de uma pedreira quando andava de bicicleta, John viu tudo.
Agora
anos depois, sua mãe encontra-se em um leito de morte, com câncer em estágio
terminal. E sua irmã mais nova, Lula Landry de apenas vinte anos, morre caindo
da sacada de seu luxuoso apartamento.
O
caso foi fechado como suicídio. Lula que também foi adotada pela sua família, foi uma modela totalmente assediada pela imprensa, seu namorado Evan Duffield
era um drogado que ninguém gostava, e para piorar, Lula tinha problemas
mentais. Vários motivos para pular de uma sacada, não?
Mas
John, seu irmão, não aceita esse desfecho e procura Cormoran Strike para
investigar o caso.
Cormoran
se vê metido uma rede de mentiras, intrigas e falsidade. Quanto mais ele se
aprofunda no caso, mas ele sente medo, mas ele se vê envolvido, e tem mais
certeza de quem é o verdadeiro culpado.
Apenas
uma testemunha, Rochelle Onifade, amiga de Lula que estava presente quando a
modelo fez um testamento.
Somente Rochelle escutou conversas que ninguém teve acesso. Apenas essa amiga, que ninguém
gostava, era leal a Lula Landry.
Bristow chega a mencionar como assassinos, a família biológica de Lula, a irmã esteve os procurando.
Evan
também é um grande suspeito, mas porque ele a mataria? Mesmo sendo um mimado,
ele a amava.
Lula,
ou Cuco como era chamada por seus amigos do ramo da moda, sempre foi amada e
admirada.
Quem
seria capaz de matá-la?
Reconstituindo
os fatos, Strike descobre falhas e mentiras em versões dos testemunhos.
Descobre
que John Bristow é mais doente do que todos imaginam.
Tony
Landry é um mentiroso que mantém um caso com Ursula May, às escondidas.
Strike
também percebe que o testamento que Lula deixou, simplesmente sumiu.
Mas
existe uma pessoa que pode ajudá-lo a desvendar todo esse mistério.
Lula
Landry não se suicidou, Strike sabe quem a matou, sabe quem é o assassino e
sabe quem será as próximas vítimas.
Agora
ele precisa correr, mostrando todas as suas provas para tentar salvar vidas
inocentes. Para provar que a modelo foi vitima de uma ganância surpreendente.
O
Chamado do Cuco, O Chamado de Lula, o Chamado da modelo para provar quem é o
verdadeiro monstro, para mostrar que ela nunca se mataria, e para pedir
justiça.
Quem
a assassinou?
Qual
será o destino de Robin e Cormoran Strike , envolvidos em um caso surpreende,
poderoso, e fatal?
Uma
obra surpreendente que nos arrepia do começo ao fim.
Casa
de Livro Recomenda.
Infeliz
é aquele cuja fama enobrece suas desgraças.
Titulo:
O Chamado do Cuco
Titulo
Original: The Cuckoo’s Calling
Autor: Robert Galbraith – “J.K.
Rowling
Páginas: 447
Ano: 2013
Editora: Rocco
Boa Leitura.
Casa de Livro.
Karina Belo.
Mas a polícia e o legista não deixaram de
lado a garota que tinha histórico de doença mental. Insistiram que ela era
deprimida, mas eu mesmo posso atestar que Lula não estava deprimida. Eu a vi na
manhã do dia de sua morte e ela estava perfeitamente bem.
- Possessiva. Mórbida. Não queria deixar
Cuco fora de vista com medo de que ela morresse, como a criança que veio
substituir. Lady Bristow costumava aparecer em todos os desfiles, se colocando
sob os pés de todos, até que adoeceu. E tinha um tio que tratava Cuco como
escória até que ela começou a ganhar muito dinheiro. Então, ele ficou um pouco
mais respeitoso. Todos eles sabem o valor de uma grana, os Bristow.
- Eu corri. Simplesmente corri. Não sabia o
que pensar. Não queria estar lá, não queria ter de explicar nada a ninguém. Eu sabia
que Lula tinha problemas mentais, me lembrei de como estava perturbada ao
telefone e pensei, ela me trouxe para cá para vê-la pular?
- Não, claro que não. A papelada ainda não está
pronta, mas a polícia encontrou o celular de Rochelle no cofre da mãe dele. Ele
não se atreveu a se livrar. Reajustou o código de segurança do cofre para que ninguém
o abrisse além dele: 030483. O domingo de páscoa de 1983: o dia em que ele
matou meu amigo Charlie.
O
Idioma da Carne, o primeiro de muitos livros resenhados que virão através da
parceria entre Casa de Livro e a editora Círculo das Artes.
Rodrigo Machado Freire, relata nesse livro uma história de vida, onde o personagem
Rodrigo, tenta entender sua existência. Seria ele o próprio personagem?
A narração inicia quando Rodrigo entra num táxi para ir comprar drogas. A
droga é a única diversão em sua vida, em sua miserável existência. Mesmo
sabendo que não lhe faz bem e conhecendo todos os efeitos maléficos agregados
em seu corpo, ele encontra nas substâncias sua única diversão.
O
livro é narrado dia após dia, onde nos conta suas aventuras no Bar do Pedro, de
como ele acorda o porteiro do prédio onde mora, quando desce de madrugada para
comprar cigarros, entre outros passeios inusitados do rapaz.
Rodrigo
é um professor, acha todos os seus alunos uns demônios. Mas até que gosta do
que faz, ensinando ele consegue praticar a sua existência, e tenta entender o
“O Idioma da Carne”, ou seja, a sua alma.
Um
livro pequeno, um relato de uma vida sem estrutura emocional, porém que nos
cativa.
Rodrigo
passa por tantos momentos absurdos e bem humorados, que nos identificamos com
vários de seus questionamentos.
Até
porque, qual é realmente o nosso propósito aqui?
Uma
história divertida, em um livro pequeno, mas com um conteúdo excepcional.
Casa
de Livro Recomenda.
O fim deve
infindas desculpas àqueles que amaram o durante.
Titulo:
O Idioma da Carne
Autor:
Rodrigo Machado Freire.
Ano:
2013
Páginas:
97
Editora:
Círculo das Artes.
Boa
Leitura.
Casa de Livro.
Karina Belo.
Dificilmente conseguimos ser alguma coisa
senão a tristeza. A tristeza é a expressão mais simples de conservarmos na
cara. Sorrir do nada em que restamos é um tremendo exercício. O dono do bar e
sua figura paternal completamente deprimente.